Muito se fala atualmente em redes sociais sobre felicidade corporativa. No entanto, vejo que esse conceito ainda permanece no abstrato e pouco tangibilizado na ponta por empregadores e líderes — além do grande preconceito que ainda existe sobre o tema.
Olá! Sou Marian. Hoteleira por paixão há 20 anos, descobri na Felicidade o alicerce para uma liderança mais humana e eficiente. Todo mês, convido você a explorar comigo o mundo da hospitalidade sob a ótica do bem-estar. Que as reflexões aqui compartilhadas inspirem seu florescimento e guiem sua jornada individual e coletiva.
“Marian, que história é essa de que a empresa tem que fazer o colaborador feliz?”
“Marian, se a Joy2b fizer um treinamento com os meus colaboradores, eles vão pedir demissão porque vão perceber que não são felizes…”
Sim, essas são perguntas recorrentes no meu dia a dia com líderes e empresários. Então, calma… vamos por partes!
Nenhuma empresa é responsável pela felicidade do colaborador. A empresa é, sim, responsável por criar condições, ferramentas e viabilizar oportunidades de desenvolvimento. Porém, só existe uma pessoa responsável pela sua felicidade: você mesmo!
Dito isso, passamos para a segunda pergunta mais ouvida: “Meus colaboradores vão pedir demissão?” Essa resposta poderia render 1 milhão de reais, mas devemos partir do princípio de que, se o colaborador não está engajado com a sua empresa — seja qual for o motivo —, o melhor para ambas as partes é que ele busque outro caminho, concorda?
O que nós ensinamos é sobre protagonismo, autoliderança, presença e autoconhecimento. Contudo, nenhum método vence diante de um colaborador emocionalmente fragilizado. Se o seu colaborador está nesse lugar, nenhum processo, ferramenta ou meta vai funcionar. É exatamente aí que a felicidade corporativa ganha força de transformação.
Quando o colaborador aprende a lidar melhor com seu estresse, sua autorregulação e seu cotidiano, o universo cognitivo daquele indivíduo fica livre para operar grandes mudanças, alcançar grandes metas e entregar maiores resultados.
Voltando às perguntas iniciais: o indivíduo tem um papel fundamental no processo de felicidade corporativa, assim como a liderança e a empresa. Sem essa sintonia entre os três pilares, a desejada “cultura de bem-estar” não se sustenta.
No fim das contas, para mim, o verdadeiro sucesso nos negócios é quando o cliente sai encantado, a empresa fecha no azul, mas o colaborador termina o dia inteiro, saudável e com orgulho do que faz.
Se você chegou até aqui, muito obrigada! Vamos seguir juntos construindo ambientes onde o bem-estar e os resultados caminham lado a lado.
—
Marian Fermino é sócia-fundador da JOY2B, empresa dedicada a promover Felicidade e Bem-Estar como estratégia consciente para pessoas e negócios. A executiva acredita profundamente que o sucesso organizacional nasce do bem-estar, do engajamento e do desenvolvimento humano.
(*) Crédito da foto: Arquivo pessoal













