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COP30: Belém cria novo modelo de hospedagem para o evento

Com a aproximação da COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas), que será realizada em novembro deste ano em Belém, o Governo do Pará estuda alternativas para ampliar a oferta de hospedagem durante o evento. Entre as soluções em análise, está um projeto que propõe o uso de contêineres como UHs temporárias, aponta o portal A Província do Pará.

Cada módulo tem 30 metros quadrados (m²) e pode ser dividido em quarto, copa e banheiro. Caso receba aprovação integral das autoridades estaduais, esta será a primeira aplicação do modelo no setor hoteleiro. Segundo os idealizadores, a construção de cada unidade pode ser concluída em até três meses.

A proposta está entre as alternativas estudadas para reforçar a rede hoteleira de Belém, que precisa dobrar sua capacidade atual para atender à estimativa de 48 mil visitantes durante a COP30. O projeto prevê a utilização inicial de 20 contêineres, que serão adaptados para oferecer 40 quartos com cerca de 15 m² cada — no estilo quitinete — com capacidade para duas a três pessoas.

As primeiras unidades serão destinadas ao apoio de um restaurante de alta gastronomia na Ilha do Combu, a 15 minutos de barco da capital paraense. Instaladas às margens do Rio Guamá, as estruturas também funcionarão como apoio logístico, com um pequeno porto para traslado fluvial. A expectativa é que parte das acomodações seja ocupada por equipes de ONGs que participarão de eventos paralelos à conferência.

A iniciativa

A iniciativa é da Novo Engenho, empresa liderada por Ivan Ferreira, que já atua na adaptação de contêineres para fins residenciais e corporativos. Pela primeira vez, a estrutura será utilizada para fins hoteleiros, revela O Globo.

“Esse projeto mostra a versatilidade do contêiner e seu potencial para soluções sustentáveis. Ao evitar o uso de cimento e areia, conseguimos reduzir o impacto ambiental da obra, além de dar nova vida a uma estrutura já existente”, afirma Ferreira.

A proposta foi bem recebida por representantes do setor. Para Antônio Santiago, presidente da ABIH-PA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Pará), qualquer iniciativa que amplie a capacidade de hospedagem durante a COP30 é positiva. “Os hotéis já estão praticamente lotados, e os preços nas plataformas de hospedagem estão fora da realidade”, acrescenta.

A alta procura por leitos em Belém fez os preços dispararem. Em plataformas como o Airbnb, há registros de imóveis de luxo com valores entre R$ 400 mil e R$ 2 milhões para o período da conferência. Já nas redes hoteleiras, diárias que costumam variar entre R$ 700 e R$ 1,2 mil chegam a atingir R$ 3 mil.

Para enfrentar o desafio de acomodar entre 50 mil e 60 mil visitantes, os governos estadual e federal têm adotado diferentes frentes. Entre elas estão a contratação de 4,5 mil cabines em transatlânticos, lançamento de uma plataforma de hospedagem alternativa, incentivos fiscais para a hotelaria, reforma de 17 escolas públicas e a construção da Vila COP30, que receberá chefes de Estado.

(*) Crédito da foto: Divulgação

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