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Encatho: futuro da hotelaria passa por novos ecossistemas

Aberto ontem (11) no Centrosul, em Florianópolis, o 37º Encatho & Exprotel reúne empresários, gestores, investidores e profissionais da hotelaria em uma programação dedicada aos principais desafios e oportunidades do setor. O evento segue até o dia 13 e coloca em pauta temas como tecnologia, sustentabilidade, inovação, gestão, distribuição, comportamento do consumidor e tendências que vêm transformando a indústria. Entre os destaques da programação esteve o painel O fim da hotelaria como conhecemos.

O encontro foi conduzido por Peter Kutuchian, CEO e fundador do Hotelier News, e André Victória, sócio-proprietário da AVS Assessoria em Gestão. A discussão abordou as mudanças no papel dos empreendimentos hoteleiros e a necessidade de ampliar as possibilidades de conexão com hóspedes, comunidade, marcas e diferentes fontes de receita.

André Victória
Victória detalhou principais mudanças no setor

“O que estamos vendo hoje, e isso é uma das grandes mudanças, são hotéis sendo construídos como verdadeiras plataformas e ecossistemas, deixando de ser apenas um local para dormir e conectando hóspedes, moradores locais e marcas por meio de experiências”, disse Victória na abertura do painel.

Segundo ele, a hotelaria do futuro será liderada por empreendimentos capazes de redesenhar seus modelos de operação e negócio, tornando-se mais rentáveis, humanos, territoriais e flexíveis. “Os projetos mais novos já nascem com esse conceito, com estruturas cada vez maiores”, complementou o executivo.

Principais cases

Durante a apresentação, Kutuchian mostrou exemplos de hotéis que vêm ampliando sua atuação para além da hospedagem e discutiu como esses empreendimentos podem funcionar como plataformas de experiências, serviços e novas fontes de receita. Os cases apresentados reforçaram a importância de diversificar as atividades e estabelecer conexões mais amplas com os públicos que circulam no entorno dos hotéis.

Um dos exemplos foi o Rosewood São Paulo, que, além da hospedagem, trabalha com outlets independentes, bares, eventos, arte, experiências culturais, wellness e residências. O modelo amplia o público atendido pelo empreendimento e reduz a dependência da diária como principal fonte de receita ao incorporar diferentes atividades à operação.

Kutuchian também citou o LK Design Hotel, em Florianópolis, que explora diferentes frentes para se conectar à comunidade local, como o LK Feat Sound Rooftop, casamentos, arte, cultura, wellness e ativações com o trade. O empreendimento também se tornou um espaço frequentado pela sociedade florianopolitana, ampliando sua relação com o público da cidade para além dos hóspedes.

Peter Kutuchian
Kutuchian elencou cases importantes de “hotéis do futuro”

Outro case apresentado foi o Novotel Morumbi. O hotel separou a operação gastronômica, passou a trabalhar com dois pontos de venda e incorporou iniciativas como day use, conceito de mini resort urbano, eventos e parcerias. A estratégia busca ampliar as possibilidades de utilização do empreendimento e, consequentemente, as oportunidades de geração de receita.

“O que apresentamos hoje é a nossa visão, minha e do André, de como um hotel deve trabalhar no século XXI. Um empreendimento focado nos elementos que defendemos: precisa ser rentável, flexível, humano e territorialista. Essa é uma fórmula que se encaixa para todos os hotéis”, destacou Kutuchian.

Para o executivo, a aplicação desses conceitos pode variar de acordo com as características de cada empreendimento, mas os quatro elementos devem fazer parte da estratégia dos hotéis que buscam acompanhar as transformações do setor.

“É claro que alguns vão ter um territorialismo maior, outros uma flexibilidade maior, mas é preciso estarmos antenados a esses quatro elementos para ter êxito hoje”, finalizou.

(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News

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