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Harus prepara planta na China para apoiar internacionalização

A Harus é um bom termômetro da hotelaria, e é fácil de entender o porquê. Se a empresa liderada por Luiz Roberto Magrin Filho está com um alto volume de vendas, é sinal de que os hotéis brasileiros estão com bastante giro de hóspedes. De carona na expansão do setor, o empresário conta que a empresa vem em bom ritmo de crescimento em 2025, mas o aumento dos custos – atrelados ao dólar – vem pressionando as margens do negócio, o que levou a fabricante a dar uma tacada interessante: investir em uma fábrica na China.

Com esse investimento, na casa de US$ 2 milhões, a Harus não só mitiga o impacto nas margens, como também prepara o terreno para acelerar a internacionalização. “Estamos desenvolvendo esse projeto há mais ou menos um ano. No período, fiz seis viagens à China para montar toda a cadeia e, obviamente, encontramos um sócio local. Na última ida ao país asiático, visitei 48 fábricas em 43 dias”, relata, em entrevista ao Hotelier News.

Beto, como é mais conhecido no mercado, faz questão de dizer que não há possibilidade de levar toda produção da Harus para a China – e é exatamente aí que entra a internacionalização. “Não vamos desativar fábricas aqui, continuaremos no Brasil. A ideia é aumentar a produção total e, em vez de fazer uma expansão aqui, faremos do outro lado do mundo, com custos produtivos mais baixos, para atender não só nossos cliente brasileiros, como no exterior”, diz.

“Na nossa mira estão os países da América Latina e os EUA. Já operamos no Paraguai, Uruguai, Argentina e Bolívia, iniciando no Chile a partir de setembro, onde só aguardamos sair os registros. Na sequência, vamos para o Peru, Colômbia, Panamá e México, para onde já exportamos”, revela. “Minha principal preocupação no momento é assegurar a produção do mesmo produto que fabricamos atualmente aqui, com a mesma qualidade”, continua.

Momento

Ao fim do primeiro semestre, a Harus observou crescimento de 11% na receita na comparação anual. “Obviamente, não é ruim, uma alta em dois dígitos. Há 60 dias, por exemplo, essa expansão estava em 8%. Ou seja, o crescimento vem acontecendo e o segundo semestre tende a ser mais forte”, reforça Magrin, destacando que a estimativa é fechar 2025 com incremento de 14% no faturamento.

Apesar do bom volume de vendas, o CEO da Harus volta ao tema da pressão nos custos para fazer uma avaliação mais precisa de 2025. “Nossa mercadoria é 100% em dólar. Então, a moeda americana sobe e derruba nossa margem. Estávamos operando até o mês passado com a divisa cotada a R$ 5,30 e, agora, já está batendo em R$ 5,60. Então, essa volatilidade atrapalha”, explica.

Ele acrescenta que a questão principal é a embalagem, que representa de 65% a 70% dos custos. “Com a fábrica na China seremos ainda mais competitivos. Acredito que, em setembro, já estaremos recebendo as primeiras embalagens da planta chinesa no Brasil. Já a produção dos amenities começa mais para o final do ano, mas já mandamos nosso químico para lá”, finaliza.

(*) Crédito da foto: Arquivo HN

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