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Maksoud Plaza escancara dura realidade da hotelaria

Por Vinicius Medeiros 18 de setembro de 2020

Antes de tudo, a transparência do Maksoud Plaza é exemplar e raramente vista na maioria das organizações. Ainda mais por meio de um comunicado oficial. Pois bem, hoje (18) o tradicional hotel paulistano confirmou a demissão de 153 dos 316 colaboradores em função da crise econômica provocada pela pandemia. Desde a reabertura, em 4 de setembro, a propriedade tem registrado ocupações de 3%.

Não é o anúncio dos desligamentos, contudo, que dá razão ao título da matéria. Volta e meia o Hotelier News publica notícias positivas e estimulantes sobre o setor. Não estamos mentindo, as informações são obviamente verdadeiras e a retomada, de fato, já começou para muitos. Agora, e isso vale para qualquer lugar do mundo, essa recuperação acontece em diferentes velocidades. No Maksoud Plaza está claro que o ritmo ainda não é suficiente para empatar a operação.

No comunicado, o hotel paulistano informa que, fechado ou aberto, necessita de R$ 1,5 milhão (manutenção e folha de pagamentos) para chegar ao breakeven. Como o empreendimento ficou seis meses com atividades paralisadas, queimou, no mínimo, R$ 9 milhões das reservas do caixa – isso se de fato essa disponibilidade orçamentária existia. Então, como citado no título, a situação não é fácil ainda para muitos atores da hotelaria e do turismo.

Maksoud Plaza: trabalho intenso

Na nota divulgada na imprensa, o hotel destacou que, desde que a atual gestão assumiu o controle do empreendimento, em 2014, trabalhou para seu reerguimento. “Neste período, nossa administração nunca atrasou os salários de funcionários. O período de inatividade provocado pela pandemia, porém, foi maior do que todos poderiam imaginar. Além disso, foram frustradas as expectativas do setor de Turismo de que poderia contar com o apoio de um anunciado, mas não concretizado, programa de apoio governamental”, diz o comunicado.

“Diante deste cenário, o Maksoud não teve outra alternativa a não ser reduzir a sua equipe de colaboradores”, continua a nota, que acrescenta. “O turismo de negócios como é o de São Paulo, sofre um impacto de médio prazo que se estende além do longo período de fechamento forçado do setor hoteleiro, já tendo provocado o enceramento das atividades de grandes hotéis da cidade, alguns deles mantidos por redes internacionais. Feiras e eventos foram cancelados e muitos ainda não têm novas datas confirmadas”.

“Confiamos, porém, que a reativação deste tipo de eventos, e em consequência da hotelaria de negócios, ocorra o mais rápido possível. Enquanto isso, nossa equipe trabalhará incansavelmente para manter a qualidade dos serviços ofertados a nossos hóspedes. Seguimos também inovando. Acabamos de lançar o room office do Maksoud Plaza, que atende à demanda por trabalho remoto, oferecendo amplos e arejados espaços com estrutura completa para a sua área de trabalho, seja ela um escritório, consultório ou ateliê”, finaliza a nota.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Maksoud Plaza