Apesar do impacto, Grupo Tauá de Hotéis prevê volta aos patamares pré-crise já em 2021

Grupo Tauá - Tauá Atibaia_Daniel RibeiroRibeiro: resort em Alexânia (GO) deve abrir em 15 de julho; se não em agosto

Ao fim do período de isolamento social, a demanda hoteleira vai voltar. Saber a velocidade e a intensidade dessa procura é a resposta de 1 milhão de dólares. Na falta de certezas absolutas, os hoteleiros estão se apoiando em diferentes análises econômicas, de estudos do perfil do público-alvo e de referências do exterior. É o que aposta o Grupo Tauá de Hotéis, que vê a retomada com otimismo.

“Casal jovem com criança pequena é o que está puxando a retomada das viagens na China. Pois é exatamente nosso público-alvo”, afirma Daniel Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Hotéis, em entrevista exclusiva ao Hotelier News. Ele argumenta ainda que os recentes investimentos da rede mineira são outras fontes de otimismo. “Temos um parque aquático indoor novo em folha em Atibaia (SP), ainda uma novidade para o público. E vamos abrir Alexânia”, completa.

Com inauguração inicial prevista para maio, a primeira unidade do grupo no Centro-Oeste deverá entrar em operação em 15 de julho. “As obras estão muito adiantadas. Enxoval, pratos, talheres... tudo entregue e preparado. Agora, se não for possível nesta data por outros fatores, inauguramos em agosto”, revela Ribeiro. “Estamos confiantes. Mercado prioritário é Brasília, que tem uma renda per capta alta em função do funcionalismo, que não teve perda de renda.”

Há pouco tempo, o grupo anunciou novos protocolos de segurança e saúde para a retomada das operações. Entre as novas ações previstas estão check-in agendado previamente por telefone e medição da temperatura dos hóspedes, entre outras.

Grupo Tauá: o impacto

Mesmo com esse otimismo, Ribeiro sabe que o impacto do coronavírus foi severo. Em março, a rede mineira fechou suas três unidades, espalhadas por São Paulo e Minas Gerais. “Janeiro e fevereiro foram os melhores de nossa história, com alta de receita de 40% frente ao ano anterior. Infelizmente, em função da pandemia, tivemos que desligar 37% do quadro. Além disso, usamos a MP 936 para suspender contratos”, revela.

Grupo Tauá - Tauá Atibaia_interna 1Em Atibaia (SP), parque aquático indoor vinha atraindo muitos clientes

“Nossas projeções são de redução de 24% na receita do grupo em relação a 2019. Abril e maio o faturamento foi zero. Junho terá ocupação muito baixa, talvez de 10%. Depois, o indicador vai subindo aos poucos. Acreditamos que, em dezembro, o índice estará em 54% em Atibaia, 47% em Caeté e Araxá e em 50% em Alexânia. Já o Allegro deve chegar a 41%", completa.

Até lá, contudo, Ribeiro sabe que o desafio é grande. Acessar crédito para capital de giro urge e o Grupo Tauá está nessa busca. “Estamos com um caixa saudável. Estamos, na verdade, precisando de recursos mais para obra de Alexânia. Tínhamos muitos recebíveis de cartão de crédito para entrar. Agora, não está fácil acessar crédito, e olha que tenho garantia real e não sou alavancado”, observa.

Diante desse cenário, a rede mineira postergou investimentos previstos: ampliação do resort de Atibaia e a compra de um terreno para a chegada da empresa ao Nordeste. "Em relação à Atibaia, o projeto está pronto. Diria que é um adiamento, muito provavelmente para 2022, porque no ano que vem ainda estaríamos apertados em função dos financiamentos”, revela. 

Apesar disso, o CEO do Grupo Tauá de Hotéis acredita que o retorno aos patamares pré-pandemia deve ocorrer em 2021. “Temos bons produtos e duas novidades (Alexânia e o parque aquático indoor de Atibaia), que conseguem atrair públicos diferentes. As pessoas estão querendo voltar e, uma hora ou outra, o segmento Mice vai retomar. Então, acho a estimativa factível e, em 2022, virá um crescimento mais forte”, avalia.

(*) Crédito da capa e da foto: Vinicius Medeiros/Hotelier News

(**) Crédito da foto: Divulgação/Grupo Tauá de Hotéis

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