Companhias aéreas pedem ajuda ao governo de SP

companhias aereasEmpresas já contabilizam queda de 50% na demanda de voos domésticos

O turismo já é tido como o setor dos pilares econômicos mais afetado pela pandemia do coronavírus. À medida que o covid-19 atravessa fronteiras, hotéis fecham as portas, comércios lidam com grandes perdas e para as companhias aéreas, a situação também é crítica. Segundo a Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) as empresas associadas já registram, em média, queda de 50% na demanda por voos domésticos quando comparado ao mesmo período 2019. Tratando-se de voos internacionais a queda foi de 85%, inclusive, com cancelamento de operações para o exterior. Em meio à crise, aéreas pedem socorro ao governador João Doria.

Logo no início da chegada do vírus ao país, o governo de paulista anunciou a liberação de R$ 30 milhões para o combate ao coronavírus. Agora, as companhias fazem um apelo pedindo ajuda também a este setor. Dentre as principais reivindicações, estão temas como o realinhamento de prazos para abertura de novas frequências nos aeroportos paulistas, zerar as tarifas dos aeroportos do interior; articular com outros governadores a redução do ICMS e zerar esse imposto em São Paulo por um período.

A suspensão de tarifas já está prevista para os próximos 90 dias. A medida, segundo Vinicius Lummertz, secretário de Turismo,  é parte do apelo das companhias, que em momentos como este “não querem subsídios, mas sim ferramentas para lidar com a crise e evitar a saída de caixa”.

Companhias aéreas: quadro geral

A perspectivas de melhora para as companhias está prevista apenas para agosto, quando espera-se uma recuperação do quadro geral. Até lá, o momento é de contenção de danos. Por hora, a Gol já encerrou todas as frequências internacionais até junho e 90% das aeronaves estão paradas, situação similar à da Azul, que segue com 70% da frota sem exercício.

O tema também será alinhado entre Lummertz e Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda e Planejamento, discutindo a questão do ICMS. A  prioridade é fazer com que as empresas evitem a todo custo demissões.

Além disso, também discutido entre a administração dos aeroportos (Guarulhos, Congonhas e Viracopos) e governo federal, a questão do aumento da presença da Anvisa com informações e equipes de atendimento nos desembarques.

(*) Crédito da foto: snowjam/Unsplash

 

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