Hotelaria americana abre 2019 com o pé direito, aponta STR

STR - San Francisco em janeiroPowell Street, em San Francisco: cidade foi destaque em janeiro

Depois de fechar 2018 com performance recorde, a hotelaria americana abriu 2019 no mesmo ritmo. Em janeiro, a indústria local registrou crescimento nos três principais indicadores do setor. O bom resultado foi fruto de uma demanda (room nights vendidos) recorde para o mês. A informação é da STR.

No geral, a hotelaria americana viu a ocupação crescer 0,7% frente a janeiro de 2018, encerrando o mês a 54,8%. Já diária média e RevPar subiram 0,8% (para US$ 124,39) e 1,5% (para US$ 68,13), respectivamente, na mesma base de comparação. Como citado, a alta de 2,7% na demanda puxou o resultado, apesar do crescimento mais baixo nas tarifas desde julho de 2010.

O mercado americano alcançou ainda outra marca expressiva. Segundo a STR, a hotelaria local obteve alta de RevPar em 106 dos últimos 107 meses. O desempenho representa o segundo mais longo ciclo de elevação do indicador, abaixo apenas do recorde de 112 meses consecutivos registrado de dezembro de 1991 a março de 2001.

STR: mercados regionais

Entre todas as 25 praças pesquisadas, San Francisco (Califórnia) reportou o maior salto em RevPAR (+12%, para US$ 220,88). O resultado foi fruto da alta de 12,6% (para US$ 302,68) na diária média. Segundo a STR, a reabertura do Moscone Center, maior centro de convenções da cidade, ajudou a reativar o segmento Mice. Outro destaque foi Nova Orleans (Louisiana), que registrou a maior expansão em ocupação (+5,7%, para 64,5%).

Na contramão, Houston (Texas) apresentou a maior queda em ocupação (-13%, para 55,6%) e um dos maiores declínios em RevPar (-17,2%, para US$ 56,65). Sede do Super Bowl em 2018, o que compromete sua base de comparação, Minneapolis (Minnesota) teve a mais expressiva redução em RevPAR (-17,2%, para US$ 54,13). A cidade registrou ainda forte recuo na diária média (-10,2%, para US$ 105,26).

Com números acima da expectativa este ano, Atlanta – sede desse ano do Super Bowl – deve sofrer com o mesmo fenômeno de Minneapolis em 2020.

(*) Crédito da capa: geralt/Pixabay

(**) Crédito da foto: Ragnar Vorel/Unsplash

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