STR: Hotelaria americana tem performance regular em junho

strÉ o segundo recuo da indústria em um período de 112 meses

Análise do STR mostra que a indústria hoteleira dos Estados Unidos não teve uma boa performance no mês de junho. Na comparação com o mesmo mês de 2018, os três principais índices do setor apresentaram resultados regulares ou ruins. 

No mês passado, a ocupação do país teve baixa de 1,3% na comparação anual, ficando com uma média de 73,5%. A diária média, apesar da comparação positiva, ficou estatisticamente estável. Em US$ 134,52, o indicador subiu  0,9% em relação a junho de 2018. Já o RevPar teve a segunda comparação anual negativa dos últimos 112 meses. Se estabilizando US$ 98,85, o índice caiu 0,4%. 

“Nós veríamos um mês de crescimento zero ou desaceleração de qualquer maneira, mas ter uma sexta-feira a menos que junho de 2018, que foi substituída por um domingo, prejudicou ainda mais as comparações de RevPAR", afirma Jan Freitag, vice-presidente sênior de Insights de Hospedagem da STR. 

“O valor negativo para o mês não significa que o ciclo de crescimento terminou. Na verdade, a indústria estabeleceu um recorde de demanda em junho e alcançou o segundo nível mais alto de ocupação para esse mês, atrás apenas do do ano passado. No entanto, o crescimento saudável da oferta e a contínua falta de confiança nos preços continuam a impedir o potencial de um crescimento significativo”, acrescenta. 

"Nossa última previsão estima um crescimento do RevPAR de 2% para 2019 como um todo e de 1,9% para 2020. É claro que, com a mão-de-obra crescendo em ritmo mais acelerado do que a receita, não há boas notícias para as margens de lucro", finaliza Feitag. 

STR: principais mercados americanos

Entre 25 principais mercados americanos, Pheonix teve a maior alta em ocupação, crescendo 4,2% na comparação anual, alcançando média de 65,7%. A cidade também conta com a segunda maior alta na diária média, que cresceu 5,1%, chegando a US$ 98,12. Esses resultados impulsionaram seu RevPar de junho (US$ 64,46), que crescer 9,5% na comparação com junho de 2018. 

A Filadélfia registrou o maior aumento na diária média no mesmo comparativo (+ 7,0% para US$ 151,07). Já Detroit, viu a maior queda na ocupação (-6,7% para 72,6%). Houston, no Texas, registrou a maior baixa na diária (-4,0% para US$ 98,92), e Orlando, na Flórida teve a maior queda no RevPar (-9,8% para US$ 94,18).

“Os principais mercados são a melhor representação de desempenho consistente com o crescimento da oferta e pouca ou nenhuma confiança nos preços”, diz Freitag. "Como já dissemos, o hit mais notável está nas classes de serviços selecionados, onde a maior parte do novo estoque está concentrada.”

(*) Crédito da foto: Nik Shuliahin/Unsplash

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