Seguindo as projeções do mercado financeiro, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 0,9% no terceiro trimestre frente aos três meses anteriores, de acordo com dados divugados hoje (3) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Este é o 13º resultado positivo consecutivo do indicador em bases trimestrais.
No trimestre anterior, o PIB avançou 1,4%, acima do esperado pelo mercado. No terceiro trimestre, a atividade econômica brasileira foi impulsionada, novamente, pelo setor de Serviços, que também cresceu 0,9%.
Pelo lado da demanda, todos os itens subiram. O Consumo das famílias cresceu 1,5%, o Consumo do governo teve incremento de 0,8%, enquanto os Investimentos apresentaram avanço de 2,1% no período.
Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3 trilhões. Foram R$ 2,6 trilhões vindos de VA (Valor Adicionado) a preços básicos, e outros R$ 414 bilhões de Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
Desta forma, o PIB cresceu 4% no comparativo com mesmo período de 2023. Já a alta acumulada em quatro trimestres é de 3,1%.
“Apesar dos patamares elevados, a taxa básica de juros ainda tem efeito muito pequeno na atividade do terceiro trimestre. A política monetária leva um tempo grande para ter efeito sobre economia, e o crescimento vem em cima de uma base de comparação bastante alta”, diz Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
Resultado por setores
- Serviços: 0,9%
- Indústria: 0,6%
- Agropecuária: -0,9%
- Consumo das famílias: 1,5%
- Consumo do governo: 0,8%
- Investimentos: 2,1%
- Exportações: -0,6%
- Importação: 1%
Com o crescimento constante nos últimos trimestres, o setor de serviços renovou mais uma vez seu maior patamar em toda a série histórica do indicador.
As principais atividades subiram no período, com destaque para Informação e comunicação (2,1%), Outras atividades de serviços (1,7%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,5%).
(*) Crédito da foto: Freepik














