A economia brasileira fechou 2024 com incremento de 3,4% no acumulado do ano, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O relatório aponta que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) foi puxado principalmente pelo setor de serviços, que encerrou o ano passado com avanço de 3,7%, revela a Folha de São Paulo.
Historicamente, a hotelaria acompanha o desempenho do PIB. Qual a boa notícia, neste sentido? O setor está crescendo acima da economia brasileira e dos serviços, ressaltando a pujança do segmento nos últimos anos. Descontada a inflação, o avanço em 2024 foi de 7,7%, segundo dados do FOHB (Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil). O relatório aponta que, no ano passado, as tarifas continuaram como principal driver de impulsionamento, muito embora as lideranças hoteleiras tivessem uma expectativa de que a ocupação caminhasse a passos mais largos.
Voltando a falar do resultado do PIB de 2024, o crescimento superou a mediana das projeções do mercado, que indicavam incremento de 3,5%, conforme informado pela agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 3,2% a 3,6%. Considerando apenas o quarto trimestre do ano passado, o indicador avançou 0,2% em relação aos três meses imediatamente anteriores. Nesse recorte, a mediana das previsões de analistas consultados pela Bloomberg era de 0,4%. O intervalo ia de 0% a 0,6%.
Outros dados
De acordo com o IBGE, o setor de serviços é o que mais pesa no indicador que mede a atividade econômica e responde por cerca de 70% do PIB pelo lado da oferta. Economistas afirmam que, em 2024, o consumo de serviços e de bens industriais foi estimulado pelo aquecimento do emprego e da renda.
Além disso, a economia foi impulsionada por medidas de estímulo do governo Lula e pelo desempenho positivo do mercado de trabalho, que mostrou queda do desemprego e aumento da renda, diz a Folha. A conjuntura levou o PIB a um crescimento acima do previsto para o ano. Para se ter uma ideia, ao final de 2023, a mediana das projeções do mercado financeiro indicava alta de apenas 1,5% em 2024, segundo o boletim Focus, do BC (Banco Central). O Ministério da Fazenda, por sua vez, previa avanço de 2,2% para o ano passado.
Manter a economia aquecida, porém, ficou mais difícil a partir do segundo semestre de 2024, quando o BC passou a subir a taxa Selic para conter a inflação. Cabe lembrar que a taxa básica de juros é um desafio no horizonte para 2025, visto que ela é responsável por encarecer o crédito tanto para famílias, quanto para empresas.
Atualmente, a Selic está em 13,25% e deve fechar este ano em 15% e, neste cenário, as estimativas do mercado sinalizam uma desaceleração do PIB a 2,01% no acumulado deste ano. A perspectiva do Ministério da Fazenda é ligeiramente mais otimista, prevendo crescimento de 2,3% para o indicador.
(*) Crédito da foto: Divulgação














