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Quando ESG está no centro da estratégia de negócio

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Na hotelaria, ESG começa a deixar de ser tratado apenas como uma agenda de sustentabilidade e passa a integrar decisões de investimento, eficiência operacional, gestão de recursos e geração de valor no longo prazo. A mudança acontece quando iniciativas ambientais, sociais e de governança deixam de funcionar como projetos paralelos e passam a influenciar a maneira como a operação é planejada, executada e medida.

O Grupo Royal Palm oferece um exemplo concreto dessa integração ao receber a certificação ESG Pulse em seus cinco empreendimentos. Para Camila Dias, acionista e integrante do Comitê de ESG da empresa, o resultado representa uma nova etapa na estratégia da companhia. “Alcançar a categoria Transformador em 100% do nosso portfólio, com uma média de 80 pontos, não é apenas um reconhecimento técnico, mas o reflexo de como a pauta ESG está no centro da nossa estratégia de negócios”, afirma.

Segundo Camila, a certificação demonstra que os princípios ambientais, sociais e de governança estão incorporados à cultura organizacional da rede. “Cada vez mais, a sociedade exige parceiros comprovadamente alinhados aos mais rigorosos padrões socioambientais e de governança”, acrescenta.

Para a executiva, a combinação entre qualidade dos serviços e impacto positivo contribui para fortalecer a reputação da marca, gerar valor aos acionistas e preparar os empreendimentos para o futuro da hospitalidade.

Por muito tempo, sustentabilidade e resultado financeiro foram tratados como assuntos diferentes. De um lado, estavam as iniciativas ambientais e sociais; do outro, as decisões relacionadas a custos, investimentos, eficiência e crescimento.

Essa separação começa a perder sentido na hotelaria.

  • Energia é sustentabilidade, mas também é eficiência.
  • Água é sustentabilidade, mas também é custo operacional.
  • Resíduos são sustentabilidade, mas também são gestão de recursos.
  • Pessoas são sustentabilidade, mas também são produtividade, retenção e qualidade de serviço.
  • Governança é sustentabilidade, mas também é controle, reputação e segurança para o negócio.

Quando essas conexões passam a fazer parte das decisões da empresa, ESG deixa de ser uma agenda paralela e passa a ser gestão.

ESG começa na estratégia, mas se comprova na gestão

O ESG ganha relevância para o negócio quando deixa de funcionar como uma agenda paralela e passa a estar incorporado às diretrizes estratégicas e à governança da organização.

Na hotelaria, essa integração é especialmente relevante porque diferentes operações precisam seguir uma mesma direção estratégica, mesmo quando possuem características e demandas distintas.

Um bom exemplo é o Grupo Royal Palm. Ao concluir a certificação ESG Pulse de todo o portfólio, o grupo alcançou a categoria Transformador em 100% de seus empreendimentos. O resultado reúne diferentes perfis de operação, entre resorts de lazer, hotéis, torres corporativas e centro de convenções, avaliados sob uma mesma metodologia.

Mais do que um resultado individual de cada empreendimento, a conquista evidencia uma característica importante da gestão: a existência de uma diretriz ESG capaz de atravessar diferentes operações.

O investimento que materializa uma estratégia ESG

Uma estratégia ESG precisa se traduzir em decisões concretas.

Quando uma organização estabelece diretrizes ambientais, sociais e de governança, essas diretrizes precisam chegar à operação, influenciando processos, investimentos e escolhas que produzem resultados mensuráveis.

No Grupo Royal Palm, um exemplo está no investimento de R$ 2,5 milhões na transição energética de suas operações, substituindo o sistema de aquecimento a gás por bombas de calor elétricas de alta eficiência.

Segundo o grupo, a mudança proporciona uma redução direta de 558 toneladas de CO₂ por ano, equivalente a aproximadamente 12% das emissões globais da rede. O investimento mostra como uma diretriz estratégica pode se transformar em uma decisão concreta de operação, com impacto ambiental mensurável.

É essa conexão entre estratégia, governança e execução que permite que ESG deixe de ser uma agenda isolada e passe a fazer parte da gestão do negócio.

Eficiência operacional também é uma agenda ESG

A transição energética é apenas uma parte dessa equação. Na hotelaria, boa parte da agenda ESG está diretamente conectada à eficiência com que os recursos são utilizados.

O Grupo Royal Palm informa que 100% de seus empreendimentos utilizam energia proveniente do Mercado Livre de Fontes Renováveis, com fontes como solar, eólica, hídrica e biomassa.

Na gestão hídrica, a rede utiliza poços artesianos e sistemas de captação de água da chuva, com cisternas de até 104 mil litros destinadas principalmente à irrigação e à limpeza de áreas externas. Dispositivos de redução de vazão estão presentes em 95% das unidades habitacionais.

Cada uma dessas iniciativas possui uma dimensão ambiental, mas também existe uma dimensão operacional. A lógica é simples: quanto melhor uma operação administra seus recursos, maior é sua capacidade de combinar eficiência e responsabilidade.

Esse é um dos pontos em que ESG deixa de ser uma agenda de reputação e passa a influenciar a própria qualidade da operação.

O mesmo raciocínio vale para resíduos

Resíduos oferecem outro exemplo de como a sustentabilidade pode entrar diretamente na operação. No Complexo de Eventos Royal Palm Campinas, o programa Rejeitos Zero prevê a destinação adequada de 100% dos resíduos operacionais por meio de reciclagem, compostagem ou coprocessamento.

Uma política desse tipo exige processo: é necessário separar, armazenar, destinar, acompanhar e estabelecer responsabilidades. Não se trata apenas de uma mensagem ambiental; é uma mudança na forma como a operação administra aquilo que produz.

E esse é justamente o ponto central da evolução do ESG na hotelaria: sustentabilidade começa a ser incorporada à rotina operacional, em que decisões reais são tomadas todos os dias.

Governança é o que permite levar ESG para toda a rede

Uma estratégia ESG pode reunir diferentes iniciativas. O desafio está em garantir que elas sejam conduzidas de forma consistente em toda a organização. No caso de um grupo hoteleiro com diferentes empreendimentos, isso exige diretrizes comuns, processos estruturados e uma governança capaz de conectar a estratégia corporativa à realidade de cada operação.

Ao concluir a certificação ESG Pulse, os cinco empreendimentos do Grupo Royal Palm alcançaram a categoria Transformador, com média de 80 pontos, em uma avaliação unificada.

Esse resultado é relevante justamente pela consistência.

Não se trata apenas de cinco empreendimentos que possuem boas práticas individualmente. Trata-se de diferentes operações avaliadas a partir de uma mesma metodologia e que chegaram ao mesmo nível de certificação. Essa consistência é resultado de uma gestão capaz de estabelecer uma mesma direção estratégica para diferentes unidades.

E é nesse ponto que a governança se torna fundamental: sem processos e diretrizes capazes de atravessar a organização, não existe escala para uma estratégia ESG.

Governança sólida também constrói vantagem competitiva

Quando o ESG está incorporado à estratégia e sustentado por uma governança estruturada, seus efeitos ultrapassam a operação. A capacidade de demonstrar que diferentes empreendimentos seguem critérios consistentes fortalece a transparência, a reputação e a confiança de clientes, parceiros e demais públicos.

Como afirma Camila Dias, acionista e integrante do Comitê de ESG do Grupo Royal Palm Hotels & Resorts: “Cada vez mais, a sociedade exige parceiros comprovadamente alinhados aos mais rigorosos padrões socioambientais e de governança.”

Para a executiva, a combinação entre qualidade dos serviços e impacto positivo contribui para fortalecer a reputação da marca, gerar valor aos acionistas e preparar os empreendimentos para o futuro da hospitalidade.

A vantagem competitiva, portanto, não está apenas em desenvolver iniciativas ESG.

Está em ter uma estrutura de gestão capaz de incorporá-las à estratégia, aplicá-las de forma consistente e demonstrar seus resultados.

O próximo passo é transformar estratégia em valor de longo prazo

A evolução do ESG na hotelaria não está em escolher entre sustentabilidade e resultado. Está em entender como uma estratégia bem estruturada pode conectar os dois.

O investimento do Royal Palm em transição energética, os projetos de gestão hídrica, a utilização de energia renovável, a gestão de resíduos e as iniciativas sociais e de governança mostram como diferentes decisões podem compor uma estratégia ESG mais ampla.

O elemento que conecta essas iniciativas é a governança: é ela que permite estabelecer prioridades, organizar processos, acompanhar resultados e garantir consistência entre diferentes operações. A certificação ESG Pulse entra nesse processo como uma forma estruturada e independente de avaliar a maturidade dessas práticas e verificar como elas estão incorporadas à gestão.

No caso do Grupo Royal Palm Hotels & Resorts, a contratação da ESG Pulse para certificar os cinco empreendimentos reforça justamente essa busca por uma avaliação consistente de todo o portfólio. ESG ganha valor estratégico quando deixa de ser uma agenda paralela e passa a fazer parte da forma como o negócio é governado.

Conheça a Certificação ESG Pulse para Hotelaria no link.

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(*) Crédito da foto: Divulgação/ESG Pulse

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