A hotelaria brasileira entra na reta final para participar do 1º Radar ESG da Hotelaria Brasileira. Hotéis, pousadas, resorts e hostels em operação no país têm até 15 de agosto para responder ao questionário da pesquisa, que pretende construir um diagnóstico nacional sobre o estágio de maturidade do setor em práticas ambientais, sociais e de governança. O questionário está disponível no link.
Gratuito e aberto a empreendimentos de qualquer porte e localização no Brasil, o levantamento é uma iniciativa do Hub ESG Hotel Business, em parceria com a Declaração de Belém para o Turismo Sustentável. O questionário reúne 52 perguntas, distribuídas em quatro blocos, e leva entre 18 e 25 minutos para ser concluído. O sistema permite ainda pausar o preenchimento e retomá-lo posteriormente, com salvamento automático do progresso.
Com o encerramento da coleta de respostas se aproximando, a participação dos meios de hospedagem ganha importância para ampliar a representatividade do diagnóstico. A proposta do Radar ESG é reunir informações que permitam compreender como a agenda ESG está sendo incorporada pelas diferentes operações hoteleiras brasileiras e, a partir desse retrato, criar referências para a evolução do setor.
“É muito importante que os hotéis criem a cultura de registrar dados sobre ESG, e o Radar é uma iniciativa pioneira que contribui para essa jornada. As informações serão relevantes para a construção de um mapa do ESG na hotelaria e, por meio dele, poderemos identificar o nível de maturidade da hotelaria brasileira nessa agenda. O Hub ESG Hotel Business se une à Declaração de Belém para fortalecer essa cultura de registro de dados, bem como para gerar inteligência estratégica a partir dos resultados apresentados”, comenta Ana Paula Arbache, fundadora da Arbache Consulting, empresa parceria do Hotelier News no Hub ESG Hotel Business.

Questionário avalia maturidade ESG dos hotéis
O questionário foi estruturado para avaliar diferentes dimensões da gestão dos empreendimentos. O primeiro bloco reúne sete perguntas de identificação e características do hotel, enquanto o segundo traz nove questões sobre o perfil operacional.
A maior parte da avaliação está concentrada no terceiro bloco, formado por 32 perguntas sobre maturidade ESG, contemplando Governança, Ambiental e Social. Outras quatro questões analisam a integridade da comunicação das empresas.
A metodologia utiliza critérios ESG nacionais e internacionais e inclui aspectos relacionados à comunicação e ao combate ao greenwashing. Os dados dos empreendimentos são coletados de forma anônima e apenas informações agregadas serão divulgadas. Os dados individuais permanecerão protegidos pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados).
A pesquisa pode ser respondida por hotéis, pousadas, resorts e hostels, além de redes nacionais, operações brasileiras de grupos internacionais e empreendimentos independentes. Não há custo nem necessidade de vínculo prévio com as organizações responsáveis pela iniciativa.

Participantes receberão benchmark individual
Além de contribuir para a construção de um panorama sobre o ESG na hotelaria brasileira, os empreendimentos participantes terão acesso a um diagnóstico individualizado.
O relatório permitirá comparar o desempenho da operação com hotéis de características semelhantes, considerando critérios como segmento, porte, categoria e região. A análise deverá indicar o estágio de maturidade nas dimensões Ambiental, Social e de Governança, além de identificar lacunas e oportunidades de evolução.
Os participantes também terão acesso ao dashboard do Observatório da Declaração de Belém, com resultados e benchmarks setoriais. De acordo com os organizadores, o relatório individual será disponibilizado 45 dias após a análise dos dados.
O próprio preenchimento do questionário também funciona como um checklist, permitindo que gestores façam uma primeira leitura sobre quais práticas ESG já estão estruturadas em suas operações e quais aspectos ainda precisam avançar.
“Mais do que produzir um diagnóstico, queremos transformar esses dados em inteligência para a tomada de decisão. Ao entender onde estão os principais avanços e lacunas da hotelaria brasileira, conseguimos identificar prioridades, orientar iniciativas e dar aos gestores referências mais concretas para incorporar o ESG à estratégia do negócio. Por isso, quanto maior e mais diversa for a participação dos meios de hospedagem, mais representativo e útil será esse retrato para todo o setor”, acrescenta Solange Ciavatta, gerente do Hub ESG Hotel Business.
Dados serão compartilhados na Equipotel
Após o encerramento do período de coleta, os dados serão analisados para a construção do diagnóstico setorial. Os resultados consolidados da pesquisa serão apresentados em 15 de setembro, durante a Equipotel 2026, no Expo Center Norte, em São Paulo.
A expectativa é que o levantamento ajude a estabelecer uma referência sobre o nível de maturidade ESG da hotelaria brasileira, permitindo acompanhar a evolução das práticas de sustentabilidade, responsabilidade social e governança no setor ao longo do tempo.
(*) Crédito das imagens: Divulgação










