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Três perguntas para: Bruno Guimarães

Por Nayara Matteis 29 de maio de 2020

Bruno Guimarães- três perguntasGuimarães: economia compartilhada e união são a saída

Humanitária e colaborativa. Esta é a forma como o executivo Bruno Guimarães acredita que precisa ser a retomada da economia no período pós-pandemia. Convidado pelo Hotelier News para a série Três perguntas para, o CEO da plataforma de reservas VisitNow vem buscando alternativas para manter a ferramenta ativa durante a crise e ainda promover ações sociais.

Formando em Turismo pela Universidade FUMEC e com MBA em Administração e Negócios pela Fundação Dom Cabral, Guimarães acumula vasta experiência no setor de vendas hoteleiro. Com passagens pela Promenade Apart-hotéis, Accor e Vert Hotéis, o profissional chegou a diretor do departamento na rede mineira.

Em julho de 2019, lançou a plataforma de reservas last minute, com a proposta de conectar hotéis e compradores – pensando principalmente em empreendimentos independentes. Em apenas três meses de operações, a ferramenta já contava com quatro mil usuários cadastrados e mil hotéis em seu portfólio, entre eles grandes redes como Accor, Vert Hotéis, Átrio, Rede Swan, Nacional Inn entre outros.

Três perguntas para: Bruno Guimarães

Hotelier News:  O VisitNow vai completar um ano de operações em julho. Com a pandemia, as metas para 2020 foram revistas. Qual a expectativa da plataforma para este ano? Como estão operando e como estão se preparando para a retomada?

Bruno Guimarães: Nossa expectativa foi totalmente impactada. Nós havíamos feito uma revisão da plataforma e ficamos de novembro de 2019 até fevereiro deste ano investindo no número de desenvolvedores para melhorar a experiência da ferramenta. A ideia era fazer um novo lançamento em abril com uma campanha robusta com influenciadores. Vimos o volume de reservas zerar logo de início, depois conseguimos retomar diante da estratégia que fizemos identificando o público-alvo nos profissionais de saúde.

Conseguimos desenvolver um plano para ajudar estes profissionais com uma ação social na qual tivemos muito sucesso em termos de posicionamento de marca, aumentando o volume de seguidores e de reservas. Alcançamos mais de 60 hotéis cadastrados na campanha, mais de mil profissionais da saúde ajudando quem está na linha de frente entre hospedagens gratuitas e vendas com tarifas especiais para mais de 500 noites. Tudo foi revisado, mas ao mesmo tempo superamos as metas de branding e reconhecimento da marca.

HN:  Qual o papel de ferramentas de reservas na recuperação do setor? Como a Visit Now está auxiliando parceiros durante e no pós-crise?

BG: O papel das ferramentas de reservas ficarão ainda mais evidentes. A mudança realmente acontece quando transformamos a cultura, este é o principal diferencial. Como o Uber, por exemplo, não é apenas porque a plataforma é boa, foi uma mudança na forma de consumo de deslocamento. O próprio Airbnb, antes já existiam plataformas de aluguel de imóveis, mas a cultura de expandiu. Acredito que vamos ter uma transformação no comportamento das pessoas, tanto na hospedagem em si quanto na forma de fazer reservas. Num futuro próximo, o volume de compras online vai aumentar, ao mesmo tempo as pessoas estarão mais atentas aos hotéis independentes e marcas locais, pois vai haver um movimento impulsionado pelo turismo regional. 

HN: Na sua visão, o que empresas de tecnologia como a VisitNow aprenderam com a crise? Como será a relação com os clientes quando a pandemia acabar?

BG: O maior aprendizado da empresa é que vamos cada vez mais estar conectados por meio de uma economia compartilhada, que acredito ser a principal mudança da humanidade neste momento. As formas de crescimento será através de parcerias ganha-ganha, com empresas compartilhando conhecimento, estratégias e forças de marcas para promover um destino, desenvolver um novo consumo ou uma nova forma de viver.

Só existe uma maneira de sair deste cenário e, principalmente, melhorar: se olharmos para o passado, a humanidade superou outras pandemias com compartilhamento e união de forças. Inevitavelmente, o grande continuará sendo grande, mas os pequenos e médios que sobreviverem vão sair ainda mais fortes. Estas empresas possuem um potencial de agilidade com rápidas tomadas de decisão. Este é um legado que quero deixar para a minha empresa e para as próximas gerações.

(*) Crédito da foto: Divulgação/VisitNow