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Três perguntas para: Eduardo Gilles

Por Nayara Matteis 29 de outubro de 2020

Em uma viagem ao Brasil, em 2006, o produtor audiovisual e editor de fotografia Eduardo Gilles encantou-se com as belezas do Nordeste. Com a crise econômica na Europa, o espanhol viu uma oportunidade para mudar radicalmente de vida em terras tupiniquins.

Até então trabalhando em Barcelona, Gilles vendeu tudo o que tinha e investiu no Kilombo Villas, hotel localizado na Praia da Sibaúma, no Rio Grande do Norte. “Já tinha ouvido falar da Praia da Pipa e a região me chamou a atenção para fazer negócios. Tinha uma produtora de audiovisual na Espanha focada em moda, eventos e documentários. Quando a crise chegou, decidi mudar de vida e vim pra cá”, conta.

“O clima constante o ano todo, as tartarugas, golfinhos, contato com a natureza e o caráter do brasileiro incentivaram a minha decisão”, destaca. Ao lado de dois sócios espanhóis, Gilles fundou o hotel em 2007, sendo o único proprietário residente no Brasil.

Apesar de ter se tornado hoteleiro, Gilles não deixou sua antiga profissão totalmente de lado. O Kilombo Villas, além de receber hóspedes, atua também como cenário para ensaios de moda, filmes e produções durante a baixa temporada.

Três perguntas para: Eduardo Gilles

Hotelier News: Como um hotel independente, quais são as principais dificuldades que o Kilombo vem sentindo na retomada?

Eduardo Gilles: A questão financeira forma as maiores dificuldades pelo fato de não pertencermos a nenhuma grande rede. Tivemos que fazer ajustes no quadro de funcionários, reduzindo o número de colaboradores. Agora, voltamos a contratar as mesmas pessoas que foram dispensadas. No dia a dia, acredito que seja a gestão de controle para sermos mais rigorosos quanto aos protocolos e dar mais segurança ao cliente.

HN: Mesmo antes da crise, o RN já sentia certa dificuldade devido à malha aérea. De que forma o hotel vem traçando estratégias para elevar suas ocupações?

EG: Infelizmente, não temos muito o que fazer quanto a isso. Tentamos dar facilidades aos clientes, oferecendo a possibilidade de ir por João Pessoa, pois o tempo de viagem é quase o mesmo. Estamos focando mais no mercado regional com campanhas e marketing digital para hóspedes de destinos próximos e possíveis para vir de carro. Temos um público fiel do Sul que busca lugares com temperaturas mais amenas, porém muitos clientes acabam desistindo de vir devido ao preço do bilhete aéreo. Trabalhamos com uma agência de São Paulo para traçar estratégias e ações em redes sociais e influenciadores que possam divulgar o hotel, além do Google Ads, agências de viagens e operadoras.

HN: O hotel recebe produções de audiovisual e ensaios fotográficos. Como estão as demandas desse nicho?

EG: Está meio parado. Recebemos algumas produções mais simples de marcas de roupa com equipes enxutas, mas em linhas gerais está devagar. Estamos esperando a chegada de 2021 para o mercado retornar, entretanto, não estamos sentindo tanta falta. Nossas ocupações estão altas e devemos deixar as produções para o período de baixa, de forma que as equipes e os hóspedes sintam-se mais à vontade.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Kilombo Villas