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Três perguntas para - José Domingo Bouzon

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Três perguntas para: José Domingo Bouzon

Por Camila Gallate 20 de outubro de 2020

Há 11 anos à frente da Arena Hotéis, José Domingo Bouzon acompanhou de perto toda gestação da rede hoteleira carioca. Participou ativamente da construção do primeiro empreendimento, por exemplo, além de geri-lo no dia a dia. Depois, fez o mesmo com os dois outros hotéis, que vêm tendo gradual retomada de demanda.

Engenheiro civil graduado pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), o executivo tem especialização no setor do turismo, área que abraçou há 16 anos. Bastante articulado no trade carioca, Bouzon é o braço direito de Alfredo Lopes na Hotéis Rio. Na vida particular, gosta de aproveitar o tempo livre para andar de bicicleta e remar.

O remo, inclusive, é mais do que um simples hobbie. “Remei quando era garoto e continuo remando com os amigos desse tempo”, revela Bouzon, casado e pai de dois filhos. No bate-papo de hoje (20) no Três perguntas para, ele compartilhou sua visão sobre o mercado carioca e os desafios impostos pela pandemia. Fez ainda projeções para o futuro do setor. Leia até o final!

Três perguntas para: José Domingo Bouzon

Hotelier News: Como tem sido a retomada e a recepção do público no momento?

José Domingo Bouzon: A retomada tem sido lenta e progressiva. Estamos percebendo que os hóspedes têm aceitado com bastante naturalidade e respeitado bastante os protocolos de segurança. Não temos tido problema com a clientela neste sentido, sejam os brasileiros ou os poucos estrangeiros.

HN: O que fica de aprendizado para a rede sobre a pandemia? Quais os objetivos para a retomada?

JDB: O que mudou antes e depois da Covid-19 é que tínhamos um planejamento de automatização. Então, alguns processos que provavelmente demorariam de dois a três anos para implementarmos foram encurtados para seis meses. Estou falando de pré-check-in automático ou acesso digital ao cardápio, por exemplo. As pessoas se acostumaram a usar QR Code, a conversar via sistemas eletrônicos. Essa automação, que era algo que iria acontecer naturalmente, foi bastante acelerado. Acho que essa será o principal legado da pandemia.

HN: Em 16 anos na hotelaria, quais os maiores desafios já enfrentados e o que lições você leva contigo?

JDB: Esse é o período de maior desafio que já vivi no setor. O que tiro disso? É preciso sempre se reinventar, estar aberto a novas tecnologias, com objetivos de baixar custos e sempre prestar o melhor serviço. Independe de automatizar processos, não podemos esquecer que são pessoas que atendemos. Temos que prestar um excelente serviço, de preferência aperfeiçoado com a tecnologia. Não é a tecnologia superar o atendimento pessoal, entende? Ela nos ajuda a prestar um melhor e mais rápido serviço em função do novo mundo que é o celular na mão das pessoas.

(*) Crédito da foto: Arteiras Comunicação/Hotéis Rio