A entrevistada de hoje (22) do Três perguntas para é um nome conhecido da hotelaria e está fazendo sua segunda participação na editoria. Patricia Boo, diretora regional Latam da STR, gosta da natureza e de atividades físicas, unindo ambas as paixões fazendo trilhas.
Espanhola de nascimento, também adora o mar, e foi no Brasil que desenvolveu outra paixão: o mergulho, que pratica com frequência. Além disso, joga vôlei de praia semanalmente. Adepta da leitura, recomenda o livro Good to Great, de Jim Collins, que aborda o porquê de existirem muitas boas empresas, mas poucas ótimas.
Profissional experiente, Patricia é formada em Turismo e Hotelaria ela Universidad Complutense de Madrid, possui um curso de Liderança Estratégica para Hospitalidade pela Cornell University e um MBA executivo pela IE Business School. Iniciou sua carreira trabalhando em hotéis em Londres até começar como suporte ao cliente na STR, onde se desenvolveu posteriormente no departamento de Vendas, em vários cargos, até se tornar responsável pela América Latina.
No bate-papo de hoje, ela fala ao Hotelier News sobre planejamento orçamentário no setor, entre outros pontos. Confira!
Três perguntas para: Patricia Boo
Hotelier News: Você acredita que as ferramentas de previsão e análise estão sendo bem utilizadas no planejamento orçamentário pelos hotéis brasileiros? O que ainda pode evoluir?
Patricia Boo: Hoje, há grandes empresas fornecendo ferramentas de previsão muito relevantes para a estratégia de preços, colaborando significativamente para automatizar decisões. Ao mesmo tempo, ainda há por fazer na integração de muitas fontes e dados no orçamento.
O planejamento não pode simplesmente se basear no ano anterior e na previsão de receita. Também é necessário considerar o mercado, os concorrentes, a economia local e macro. Além disso, é muito importante para a estratégia de posicionamento da empresa definir onde se quer chegar e como fazê-lo. Esse processo deve ser inclusivo, com participação e colaboração de todos os departamentos, de baixo para cima.
HN: Quais os principais desafios que os hotéis brasileiros devem enfrentar na elaboração dos orçamentos para 2026?
PB: Impossível não pensar na geopolítica atual. Acredito que é momento de reavaliar o foco comercial, diversificar as contas e o marketing, e trabalhar com as entidades públicas de promoção. Esperamos que a demanda global continue forte, mas precisamos estar atentos aos fatores que irão afetá-la, criando novas oportunidades regionais.
HN: Que indicadores ou benchmarks você recomenda que os hotéis monitorem com mais atenção na hora de projetar resultados futuros?
PB: Além dos principais KPIs (ocupação, diária média e RevPar), acho muito importante focar na receita adicional. TrevPAR e TrevPOR são uma adição incrível aos indicadores tradicionais. Desde a pandemia, vimos a criatividade de muitos hotéis para tornar espaços públicos ou pouco usados em geradores de receita e, hoje, novos empreendimentos têm essa ideia incorporada desde o início do projeto.
Muita coisa ainda pode ser feita sem gerar um custo muito alto para o hotel e, consequentemente, aumentando a rentabilidade. Assim, uma boa análise dos concorrentes torna-se imprescindível nestes momentos nos quais a demanda é menor.
Diretora regional Latam da STR, Patricia Boo é uma das palestrantes confirmadas no Hotel Trends Orçamentos 2026, que é uma realização do Hotelier News, em parceria com a Noctua Advisory. Em sua 4ª edição, o encontro tem como patrocinadores o CVC Corp, Grupo R1, TOTVS, Accor, Atlantica Hospitality International, Climber RMS, Equipotel, EVNT Group, STR, Lighthouse, V4 Company, Anserve, Atrio Hotel Management, Bebook, B2B Reservas, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Hotéis Deville, Hotelaria Brasil, Intercity Hotels, Realgems e Trul Hotéis.

(*) Crédito da foto: Divulgação/STR
















