Quem pretende viajar ou aproveitar a programação turística durante o Carnaval deste ano deve encontrar preços mais elevados nos serviços ligados ao setor. Levantamento da FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) mostra que o grupo de turismo e diversão acumulou alta de 8,2% nos últimos 12 meses, percentual bem acima da inflação geral do país, de 4,3%, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
A análise, elaborada com base nos dados do IPCA até dezembro de 2025, considerou os principais serviços turísticos demandados no período carnavalesco, quando o fluxo de visitantes cresce de forma significativa, assim como a ocupação hoteleira. Entre os itens com maiores reajustes estão clubes (10,1%), hospedagens e casas noturnas (9,6%) e pacotes turísticos (7,1%), refletindo o aquecimento da demanda em um intervalo curto de tempo.
Segundo a FecomercioSP, em datas de alta temporada, como o Carnaval, o setor de turismo enfrenta uma combinação de custos operacionais mais elevados e oferta pouco elástica no curto prazo, o que favorece ajustes de preços. Com a ocupação próxima do limite da capacidade instalada — especialmente na hotelaria e nos serviços de lazer — os valores tendem a ser definidos antecipadamente para captar a maior disposição a pagar dos consumidores.
A entidade ressalta que essa pressão inflacionária é sazonal e concentrada no turismo e nos serviços de lazer, não representando um aumento generalizado de preços na economia. O movimento está diretamente associado à concentração da demanda turística em poucos dias, característica típica do período carnavalesco.
Índice geral da folia supera inflação média
Embora o turismo concentre parte relevante dos reajustes, o levantamento mostra que, de forma geral, os itens e serviços relacionados ao carnaval ficaram 8,6% mais caros no acumulado de 12 meses. Já a chamada cesta de Carnaval registrou alta de 5,6% no mesmo período, ambos percentuais acima do IPCA.
Para a FecomercioSP, mesmo com a desaceleração do consumo em alguns segmentos no fim de 2025, o turismo segue sustentado por um mercado de trabalho aquecido e por um nível de renda ainda superior ao de um ano atrás, o que mantém a demanda elevada e pressiona os preços em períodos de grande concentração de visitantes, como o carnaval.
(*) Crédito da foto: Divulgação















