O mercado global de viagens manteve crescimento em abril, mas a América do Norte destoou do desempenho mundial ao registrar retração no período. Segundo o Travel Health Index, levantamento mensal da Skift Research, a atividade turística internacional subiu 1% em relação a março, enquanto o mercado norte-americano caiu 5%.
A retração nos Estados Unidos é atribuída à combinação entre o enfraquecimento da economia local, queda na confiança do consumidor e incertezas políticas diante das eleições presidenciais de novembro. Analistas já se referem ao fenômeno como um possível “efeito Trump” no comportamento dos viajantes americanos.
Na contramão, outras regiões apresentaram estabilidade ou crescimento. A Ásia-Pacífico e a América Latina seguem em ritmo ascendente, enquanto Europa, Oriente Médio e África mantêm estabilidade.

Cenário europeu
Mesmo com a valorização do euro e a consequente alta nos custos para turistas americanos, a Europa segue atrativa. A ForwardKeys, empresa do grupo Amadeus, estima que cerca de 5 milhões de americanos visitarão o continente entre julho e agosto deste ano.
O índice europeu de saúde das viagens se manteve em patamar constante nos últimos meses, oscilando levemente apenas em fevereiro (índice 97), mas retomando a marca de 100 em março e abril.

Short-term rental na Espanha
O debate sobre o impacto do short-term rental na Europa voltou à tona após o governo espanhol ordenar a retirada de mais de 65 mil anúncios do Airbnb. A ação integra um pacote extenso para combater a modalidade.
A ofensiva regulatória inclui a promessa do primeiro-ministro Pedro Sánchez de aumentar impostos sobre esse tipo de locação. Além disso, a proposta da prefeitura de Barcelona, anunciada ainda em 2024, visa proibir novas operações de aluguel por temporada até 2029.
Apesar do tom alarmista, os impactos ainda são limitados. Dados da plataforma Beyond, parceira da Skift Research, indicam que o setor teve bom desempenho em abril, impulsionado pelas viagens da Páscoa. A maior queda de oferta foi registrada em Ibiza, com redução de 2,5%, seguida por Barcelona e Castilla y León, ambas com queda de 1,7%.

(*) Crédito da foto: Freepik
(*) Crédito dos gráficos e tabela: Skift Research














