De janeiro a setembro de 2026, a GL events registrou crescimento nas operações brasileiras, com destaque para atividades em espaços para eventos no Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Os movimentos integram os resultados do terceiro trimestre divulgados pelo grupo francês, que também revisou para cima suas projeções para 2026.
No período, a divisão Venues, responsável pela gestão de centros de convenções, arenas e outros equipamentos, ampliou sua receita em 23,9% no país. Além disso, a GL events informou sobre o inicio das conversas para vender a Arena Carioca, no Rio de Janeiro, após receber uma manifestação de interesse.
No Brasil, a empresa também atua na organização de feiras e exposições por meio da divisão Exhibitions. Entre os eventos realizados no período estão a Estetika e a ExpoPostos. Já a operação Live, voltada à prestação de serviços e infraestrutura para eventos, integra o portfólio internacional do grupo.
Em seu portfólio atual de pavilhões sob gestão no país, estão:
- São Paulo: São Paulo Expo e Distrito Anhembi.
- Rio de Janeiro: Riocentro e Farmasi Arena (espaço que era conhecido como Jeunesse Arena).
- Salvador: Centro de Convenções Salvador.
- Santos (SP): Santos Convention Center.
Resultados
No consolidado, a receita chegou a € 1,38 bilhão nos primeiros nove meses do ano, alta de 17,4% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Considerando taxas de câmbio constantes, o crescimento foi de 19,4%. Apenas no terceiro trimestre, a receita chegou a € 415,9 milhões, avanço de 44,3% na comparação anual.
A companhia também informou que elevou suas projeções para o fechamento de 2026. A expectativa é registrar crescimento superior a 10% na receita, considerando taxas de câmbio constantes e o mesmo perímetro de consolidação, além de avanço no resultado operacional corrente. O Capex previsto para o ano é de aproximadamente € 80 milhões.
Números por divisão
- Feiras e Exposições: registrou retração de 19,3%, com receita de € 156,8 milhões. Segundo a empresa, o resultado foi impactado pelo calendário bienal de algumas feiras e pelas dificuldades no mercado chinês, especialmente nos segmentos de construção, reforma e moda.
Apesar da queda, a companhia informou que, desconsiderando os efeitos do calendário bienal, a receita da divisão teria crescido 12,8% no período. Além dos eventos brasileiros, a unidade organizou iniciativas no Chile, Japão e Estados Unidos.
- Venues – Espaços para Eventos: somou € 434,8 milhões em receita no acumulado até setembro, crescimento de 23,9%. Na França, o resultado foi influenciado pela programação do Stade de France, que recebeu apresentações de artistas como The Weeknd, BTS, System of a Down, PLK e Jay-Z.
Além do Brasil, a companhia destacou atividades internacionais no Japão, Chile e Hungria.
- Live – Serviços para Eventos: única frente fora do mercado brasileiro, foi a que apresentou o maior crescimento entre as três áreas de negócios, com receita de € 790,6 milhões nos primeiros 9 meses do ano, alta de 25,1%.
Entre os principais trabalhos realizados estão os Jogos Asiáticos de Aichi-Nagoya, no Japão, a Esports World Cup, a cúpula de chefes de Estado e de governo em Durban, na África do Sul, e a COP17 sobre Desertificação, na Mongólia.
Na Europa, a unidade também prestou serviços para o Cannes Yachting Festival e para a visita do papa Leão XIV à França, além de eventos corporativos e feiras como Maison&Objet e Batimat, em Paris.
Expansão na América Latina
Outro movimento de expansão internacional envolve o Peru. Em outubro, a GL events anunciou a conquista do contrato para administrar e operar o Lima Convention Center, localizado na capital peruana. O espaço possui aproximadamente 18 mil metros quadrados de área para eventos, 18 salas multiuso e capacidade para receber até 10 mil pessoas.
O acordo terá duração de 15 anos, com assinatura prevista até o fim de 2026. Quando estiver em plena operação, a expectativa é que o empreendimento seja responsável por uma receita anual superior a € 12 milhões.
(*) Crédito da foto: Divulgação/GL events














