sábado, 14/fevereiro
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A Sinfonia do Design na Hospitalidade Contemporânea – Parte 7

O retrofit pode transformar hotéis, trazendo vida nova a edifícios que sem intervenção, poderiam perder relevância e valor de mercado. Não sou responsável pela criação de projetos, mas dedico meu olhar e pesquisa para analisar tendências, decisões inteligentes e o impacto sensorial que o design renovado proporciona.

Tenho especial fascínio pelo uso de imagens iconográficas e artes nos ambientes reformados. Ao visitar hotéis que investiram em retrofit, percebo que obras de arte, murais autorais e composições visuais cuidadosamente escolhidas criam conexões instantâneas com quem circula pelos espaços. Não se trata apenas de decorar: trata-se de contar uma história visual, de dar identidade ao lugar e de provocar sentimento de pertencimento. O design deixa de ser só funcional e se transforma em experiência estética memorável.

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Modernizar vai muito além de trocar revestimentos ou instalar sistemas eficientes. É dar novo significado ao ambiente. Quando ouço relatos de gestores, percebo que hotéis que investem em retrofit inteligente conseguem, frequentemente, elevar suas diárias médias em até 30% quando comparados a concorrentes com estruturas datadas. Isso se reflete não só no lobby ou na fachada: quartos, banheiros, iluminação, climatização, enxoval e, claro, as artes e imagens que pontuam os percursos fazem toda diferença.

Acredito que a estética é um convite silencioso ao hóspede. Como já ouvi de especialistas: “O design impacta diretamente na decisão do hóspede, se vai voltar ou buscar outra opção.” E, quando essa estética é pensada para dialogar com o imaginário coletivo, usando referências iconográficas e arte, o efeito é ainda mais poderoso.

O retrofit pode ser feito sem comprometer a operação do hotel. A entrega pode ser feita por andar(es) sem interromper as atividades. Vejo nesse caso, a importância do planejamento integrado: arquitetura, engenharia, operação e comunicação andam juntos, e até o hóspede passa a fazer parte da evolução do espaço. Mostrar esse processo, com painéis artísticos temporários ou exposições de imagens do “antes e depois”, enriquece a narrativa do retrofit.

Não basta modernizar: é fundamental compartilhar essa jornada com transparência e orgulho. O hóspede valoriza progresso, reconhece esforço e quer sentir que está em um hotel que aposta em bem-estar, e a presença de obras de arte e imagens marcantes potencializa essa percepção.

Na próxima e última parte desta série, falarei sobre o futuro da hospitalidade, onde personalização, autenticidade, sustentabilidade e propósito desenham o roteiro para o design que verdadeiramente transforma.

Christophe Bonadona é diretor da ARTEO, Estúdio de Design Iconográfico com sede em São Paulo e fundada em 2012. Reconhecido por sua abordagem colaborativa com arquitetos, o estúdio desenvolve projetos iconográficos nos segmentos de hospitalidade, lifestyle e arquitetura comercial, traduzindo identidade em forma, narrativa e ambientação. Suas criações personalizadas — que incluem imagens e artes aplicadas em diversos suportes — atendem desde empreendimentos econômicos até hotéis de luxo, sempre com foco em autenticidade e expressão visual.

Com mais de 15 anos de experiência e uma visão empreendedora consolidada, Christophe lidera uma equipe multidisciplinar.

(*) Crédito das fotos: Arquivo pessoal

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