O índice de atividades turísticas registrou alta de 0,8% em agosto, em comparação ao mês anterior (com ajuste sazonal), após três resultados negativos consecutivos, quando acumulou perda de 2,1%. Com esse desempenho, o setor está 11,5% acima do nível de fevereiro de 2020 e 2,0% abaixo do recorde da série histórica, alcançado em dezembro de 2024, segundo dados divulgados hoje (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Regionalmente, 11 dos 17 estados acompanharam o avanço nacional de 0,8%. O Rio de Janeiro (2,5%) apresentou a contribuição positiva mais relevante, seguido por Amazonas (6,9%) e Bahia (1,7%). Em contrapartida, São Paulo (-1,1%) liderou as retrações, seguido por Paraná (-1,5%) e Minas Gerais (-0,8%).
Na comparação com agosto de 2024, o índice nacional de atividades turísticas subiu 4,6%, registrando o 15º resultado positivo consecutivo. O crescimento foi impulsionado, sobretudo, pelo aumento da receita de empresas dos segmentos de transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê e hotéis.
Desempenho regional
Entre as 17 unidades da federação com crescimento no setor de serviços, 13 apresentaram avanço no turismo. Os principais destaques foram São Paulo (4,3%), Rio de Janeiro (12,7%) e Rio Grande do Sul (14,7%). Já Minas Gerais (-7,1%) e Santa Catarina (-7,0%) exerceram os maiores impactos negativos.
De janeiro a agosto de 2025, o agregado especial de atividades turísticas cresceu 6,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelos ganhos de receita das empresas de transporte aéreo de passageiros, serviços de reservas ligados à hospedagem, hotéis, bufês e restaurantes.
Regionalmente, 14 dos 17 estados também registraram resultados positivos. Os destaques foram São Paulo (5,9%), Rio de Janeiro (12,6%), Bahia (7,9%), Rio Grande do Sul (11,7%), Paraná (5,8%) e Ceará (8,0%). Em direção oposta, Minas Gerais (-3,3%), Mato Grosso (-3,4%) e Alagoas (-0,2%) foram os únicos a apresentar retração.
Transporte de passageiros e cargas
O transporte de passageiros variou 0,3% de julho para agosto (com ajuste sazonal), revertendo parcialmente a queda de 2,2% registrada no mês anterior. O segmento permanece 9,9% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 15,6% abaixo do pico histórico, alcançado em fevereiro de 2014.
Na mesma comparação, o transporte de cargas avançou 0,6% em agosto, acumulando quatro meses consecutivos de crescimento, com ganho total de 2,4% no período. O segmento está 4,0% abaixo do ponto mais alto da série (julho de 2023) e 38,7% acima do nível pré-pandemia.
Em relação a agosto de 2024, o transporte de passageiros apresentou alta de 8,0%, registrando o 12º avanço consecutivo. Já o transporte de cargas cresceu 2,1%, quarto resultado positivo seguido nessa base de comparação.
No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o transporte de passageiros subiu 7,1% frente ao mesmo período de 2024, enquanto o transporte de cargas teve leve alta de 0,2%.
(*) Crédito da foto: MTur














