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Coronavírus faz governo reduzir estimativa de alta do PIB este ano

Por Redação 11 de março de 2020

Matéria atualizada às 17h40, de 11/03/2020*

Coronavírus - redução PIB_capaBrasil já tem 34 casos confirmados do vírus, a maioria em São Paulo

A equipe econômica revisou hoje (11) a projeção de crescimento econômico em 2020, informa a Reuters. A mudança reflete os impactos econômicos do coronavírus, afirmou a SPE (Secretaria de Política Econômica). Agora, a estimativa para a alta do PIB (Produto Interno Bruno) é de 2,1%, ante a um patamar de 2,4% calculado em janeiro.

Segundo a SPE, a redução de 0,3 ponto reflete um cenário provável em relação aos efeitos do coronavírus. No cenário otimista, a redução no PIB foi calculada em 0,1 ponto percentual e, no pessimista, em 0,5 ponto percentual. Com a atualização, a estimativa do governo federal se aproxima da projeção da última pesquisa Focus, de 1,99%.

A avaliação alerta que a epidemia de coronavírus poderá levar a choques negativos sobre a atividade econômica global, como a redução na produtividade, devido a “quebras de cadeia produtiva e possíveis limitações promovidas pela doença ao trabalho”. É esperada também redução da demanda, choque no preço de commodities e nas condições financeiras, limitando o crédito. “O impacto sobre os países dependerá da sua magnitude e da dinâmica de sua recuperação”, diz o boletim da SPE.

Vale destacar que o cálculo ainda não leva em consideração os efeitos da recente crise do petróleo. Também hoje (11), a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou oficialmente haver uma pandemia do coronavírus no mundo. No Brasil já existem 52 casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde. Para saber mais sobre prevenção e como preparar a equipe do seu hotel, acesse o https://bit.ly/38nD0CX.

Coronavírus: mais reflexos

Pesquisa da GBTA (Associação Global de Turismo de Negócios, na sigla em inglês) divulgada hoje aponta que o setor de turismo de negócios deve ter perdas de US$ 820 bilhões este ano em função do coronavírus. De acordo com a entidade, a China representa quase metade desse prejuízo, diante de restrições de viagens impostas por empresas locais. Relatório da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo) reitera a análise da entidade.

As viagens de negócios para a Ásia têm sido as mais atingidas, com pelo três em cada quatro companhias informando cancelamento ou suspenções. A maior parte das viagens é para destinos como China, Hong Kong, Taiwan, além de e outros países da região Ásia-Pacífico, informa a GBTA.

Segundo a entidade, o setor na China, que viu uma queda de 95% nas viagens de negócios desde o início da epidemia, deve perder receitas de US$ 404 bilhões. A Europa aparece na sequência, com projeção de impacto de US$ 190,5 bilhões.

A estimativa anterior da entidade, divulgada em fevereiro, previa um impacto financeiro de US$ 560 bilhões. “O coronavírus está impactando significativamente os resultados da indústria de turismo executivo”, afirma Scott Solombrino, vice-presidente de Operações da GBTA, em comunicado.

(*) Crédito da capa: Zanone Fraissat/Folha de São Paulo

(**) Crédito da foto: Fabio Rodrigues Possebom/Agência Brasil