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Doria amplia quarentena na capital, mas muda bandeira; hotelaria continua na mesma

Por Vinicius Medeiros 26 de junho de 2020

São Paulo - prorrogação quarentena_João DoriaNa coletiva, Doria lembrou que o estado chegará 100 dias de quarentena

Em 1º de julho, São Paulo completa 100 dias de quarentena. Os moradores da cidade mais populosa do continente, contudo, terão que esperar mais um pouco para terem relaxamento completo das medidas de confinamento. Hoje (26), João Doria ampliou até 14 de julho o período de isolamento. No entanto, de acordo o plano de flexibilização adotado no estado, o governador colocou a capital paulista e 14 município da Grande São Paulo na bandeira amarela.

Com isso, restaurantes, bares e salões de beleza poderão retomar atividades. A orientação do Comitê de Saúde, contudo, é para que a reabertura só ocorra a partir do dia 6 de julho. Vale lembrar que a Grande São Paulo estava na fase laranja, que prevê liberação para comércio de rua, shoppings e outros serviços não essenciais. Em contrapartida, a gestão Doria manteve a maior parte do estado na bandeira vermelha, mais restritiva (veja mapa abaixo).

“Durante a semana, o governo estadual já havia sinalizado que o contágio se estabilizava na capital e aumentava no interior”, comenta Ricardo Roman Jr., presidente da ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo), em contato com o Hotelier News. “A situação continua esquisita. Entendo que a população está cansada, mas muitas empresas estão fechadas e comércio também está parcialmente funcionando. Então, por que as ruas estão cheias e os ônibus lotados?”, completa.
 
De fato, a capital paulista teve recorde de 19 mil novos casos diários, na quarta-feira (24). Ainda assim, a gestão municipal justificou o número por uma correção do acumulado semanal após instabilidade em sistema do Ministério da Saúde, informa o G1. “Peço que as pessoas fiquem em casa para sairmos logo dessa”, acrescenta Roman Jr.

São Paulo -  prorrogação quarentena_info

Quarentena, hotelaria e seus efeitos

Na capital, o presidente da ABIH-SP destacou que a maioria dos hotéis permanece fechada, muito em função da baixa demanda. “A prorrogação da quarentena em si não altera muito a situação, que continua difícil, ainda mais porque a prorrogação da MP 936, já aprovada pelo Senado e pela Câmara, ainda não teve sanção presidencial”, comenta. “Junho está acabando e vamos pegar empréstimo para pagar funcionários para ficarem em casa?”, pondera.

Roman Jr. destaca, contudo, que o governo do estado – em especial a Setur-SP (Secretaria Estadual de Turismo) – vem sendo proativa na tentativa de auxiliar a hotelaria na obtenção de financiamentos. “Foi criado um grupo de trabalho envolvendo a DesenvolveSP para ajudar na liberação de crédito”, revela o dirigente, destacando que o trade também prepara outras ações em paralelo.

“Estamos articulando, juntamente com Abav-SP e Aviesp, para lançar uma campanha para estimular o turismo regional, que deve ser o primeiro a retomar. Visite São Paulo e Setur-SP também estão envolvidas no projeto, que prevê a criação de pacotes especiais para a recuperação do turismo no estado”, finaliza.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Governo do estado de São Paulo