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Expedia Group fatura US$ 4,9 bilhões no 3º tri, puxado pelo B2B

O Expedia Group encerrou o terceiro trimestre de 2026 com receita de US$ 4,9 bilhões, alta de 12% sobre o mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado pelo segmento B2B, cuja receita avançou 23%, para US$ 1,7 bilhão. O lucro líquido cresceu 7%, superando US$ 1 bilhão, enquanto o volume de diárias reservadas também apresentou expansão.

De acordo com o Phocuswire, o EBITDA ajustado atingiu US$ 1,69 bilhão, crescimento de 17% em relação aos US$ 1,45 bilhão registrados no terceiro trimestre de 2025. Na mesma comparação, o lucro líquido passou de US$ 959 milhões para pouco mais de US$ 1 bilhão.

As reservas brutas do grupo somaram US$ 34 bilhões, avanço de 11% sobre os US$ 30,7 bilhões do ano anterior. Novamente, o B2B apresentou o maior ritmo de crescimento, com alta de 19%, enquanto as reservas brutas do B2C aumentaram 7%.

Para a hotelaria, um dos principais indicadores operacionais do balanço foi o volume de diárias reservadas, que chegou a 115,7 milhões. O resultado representa crescimento de 7% frente às 108,2 milhões contabilizadas no terceiro trimestre de 2025.

Os gastos com vendas diretas e marketing, por sua vez, aumentaram 10%, passando de US$ 1,98 bilhão para US$ 2,18 bilhões.

B2B sustenta crescimento e orienta investimentos

A receita B2B passou de US$ 1,4 bilhão para US$ 1,7 bilhão na comparação anual. Além do desempenho financeiro, o segmento ocupa posição central na estratégia do Expedia Group para explorar novas formas de comercialização de viagens com inteligência artificial.

Segundo Ariane Gorin, CEO da companhia, as oportunidades estão em apoiar os parceiros atuais com tecnologia e fornecer infraestrutura para empresas de IA que decidam vender viagens diretamente.

“Os investimentos em tecnologia, infraestrutura, fornecimento e tudo o mais que temos no B2B, esse alcance global, essa capacidade de prestar serviços, nos permite ajudar tanto nossos parceiros atuais quanto potenciais novos parceiros que estejam considerando o comércio com agentes”, afirmou.

Em setembro, a Qantas tornou-se a primeira parceira a utilizar o modelo com recursos de agentes de IA do Expedia Group. A solução combina a infraestrutura da companhia com uma experiência de usuário personalizável. Para Ariane, a evolução desses recursos e a inclusão de atividades na plataforma representam oportunidades de crescimento entre parceiros atuais e novos clientes.

Publicidade cresce 7% e grupo testa novos canais

A receita publicitária do Expedia Group cresceu 7% no terceiro trimestre, após avançar 13% no trimestre anterior. Durante a apresentação dos resultados, os executivos também abordaram a participação da empresa em testes de produtos de publicidade da OpenAI, sem especificar quais soluções estão sendo utilizadas.

A CEO afirmou que a companhia aceita trabalhar com retornos inicialmente menores para entender o potencial dos novos canais. “Acho importante, à medida que novos produtos chegam ao mercado, adotar uma postura de teste, estando dispostos a aceitar retornos que talvez não sejam tão altos quanto os de produtos mais consolidados e otimizados”, disse.

A executiva acrescentou que os modelos econômicos das parcerias com agentes de IA ainda estão em definição. Segundo ela, o tráfego originado nessas ferramentas demonstra elevada intenção de compra, mas permanece como uma pequena parcela do total e ainda não afeta as reservas diretas.

A avaliação da companhia é que a IA tem apresentado maior força na descoberta de opções de viagem. Na etapa de reserva, entretanto, a confiança na marca e no atendimento continua relevante para a decisão do consumidor.

(*) Crédito da foto: GeekWire/Todd Bishop

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