A hotelaria de Curitiba mantém uma trajetória de valorização das diárias, mas o ritmo de crescimento perdeu força no último ano. Após uma alta acumulada de 13,6% em dois anos, a tarifa média avançou 1,5% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação anual, chegando a R$ 355. Os dados do Hotel Report 2026, estudo da Omnibees em parceria editorial com o Hotelier News, apontam para um mercado em que a evolução dos preços convive com mudanças no comportamento das reservas.
Além da dinâmica das tarifas, o levantamento permite observar sinais sobre previsibilidade da demanda e perspectivas para os próximos meses. A redução dos cancelamentos e o aumento do valor das reservas futuras ajudam a compor esse cenário, embora o desempenho varie conforme o período analisado e o indicador considerado.
Luxo lidera entre as categorias
Entre janeiro e setembro, os hotéis de luxo registraram crescimento de 4,2% no volume de diárias comercializadas e de 6,7% na tarifa média, os maiores resultados entre as categorias avaliadas pelo levantamento.
Na sequência, a categoria midscale apresentou alta de 3,5% no volume de diárias e de 1,9% na tarifa média. No segmento upscale, os indicadores avançaram 2,4% e 2,8%, respectivamente. Os hotéis econômicos, por sua vez, tiveram variações mais tímidas, com crescimento de 0,7% no volume de diárias e de 1% na tarifa média.
De maneira geral, os dados mostram que todas as categorias registraram avanços nos dois indicadores, embora com ritmos distintos.

Recuo dos cancelamentos
O comportamento das reservas também apresentou mudanças no período. A antecedência média das compras ficou em 31,7 dias, ante 32,2 dias em 2025. A variação indica estabilidade no planejamento das viagens, com redução de 1,6% no intervalo entre a reserva e a hospedagem.
O índice de cancelamentos caiu de 19% para 17%, recuo de 9,4% na comparação anual, conforme os dados do relatório. A permanência média, por sua vez, aumentou de 2,02 para 2,06 noites, avanço de 2%.
Na distribuição por canais, as OTAs concentraram 71,5% das reservas, com crescimento de 1,3%. As operadoras responderam por 17,8% e avançaram 8,8%, enquanto as reservas diretas cresceram 6,9% e representaram 10,6% do total.
O segmento corporativo correspondeu a 6,1% das diárias comercializadas e teve alta acumulada de 1,2%. Segundo o estudo, o desempenho ficou abaixo do registrado entre maio e setembro de 2025.
Reservas futuras crescem em valor
A carteira de reservas para o período de outubro a dezembro de 2026 apresentou crescimento de 14,3% no valor bruto das reservas, na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O resultado foi acompanhado por uma alta de 9,2% na tarifa média e de 2,3% no número de reservas.
Os dados indicam que o avanço financeiro da carteira futura está mais relacionado ao aumento das tarifas, já registrado em outros momentos do ano, do que à expansão do volume de reservas.
Novembro concentra o maior crescimento entre os meses analisados, com alta de 29,8% no valor das reservas, de 13,7% no número de reservas e de 15,1% na tarifa média. Em outubro, o valor reservado avançou 11%, apesar de uma queda de 3% na quantidade de reservas. Para dezembro, o crescimento foi de 1% no valor e de 3% no número de reservas.
A antecedência das reservas futuras também aumentou, com o intervalo entre compra e hospedagem 47,6% maior em relação ao ano anterior. Esse indicador se refere especificamente à carteira de outubro a dezembro e não deve ser confundido com a antecedência média observada no conjunto das reservas entre janeiro e setembro.
O Hotel Report reúne dezenas de indicadores e possibilita aos gestores hoteleiros acompanhar, com maior inteligência de mercado, o desempenho da hotelaria de 20 destinos espalhados pelo país (saiba mais aqui).
Para consultar todos os indicadores, gráficos interativos e análises do mercado de Curitiba, acesse o Hotel Report no link. Para ver os números de outras cidades, basta entrar no site.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Prefeitura de Curitiba
(**) Crédito do infográfico: Divulgação/Omnibees














