A Housi tem direcionado parte de sua estratégia ao público com mais de 60 anos. A empresa projeta lançar 15 empreendimentos até 2027, com VGV (Valor Geral de Vendas) médio de R$ 120 milhões, reunidos sob a marca Senior Housi. A proposta combina moradia independente com serviços voltados ao bem-estar e à convivência, segundo o Pipeline Valor.
O primeiro projeto deve ser lançado no segundo semestre, no bairro de Higienópolis, em São Paulo. O desenvolvimento contará com consultoria do Hospital Israelita Albert Einstein e prevê unidades entre 30 e 90 metros quadrados (m²), com preços de R$ 600 mil a R$ 2 milhões. Um segundo empreendimento está previsto para a região dos Jardins.
Em cidades onde ainda não atua, a empresa pretende firmar parcerias com incorporadoras locais. Além da capital paulista, a companhia planeja quatro empreendimentos no interior do estado, e projetos em Santa Catarina e no Ceará. “Nós entramos com a tecnologia e desenvolvimento dos projetos, que envolve o uso de internet das coisas [IoT], como sensores nos apartamentos, braceletes para acompanhar estado de saúde e botões de emergência para aumentar a segurança dos moradores”, diz Alexandre Frankel, fundador e CEO da Housi.
O modelo prevê cobrança pelos serviços utilizados, com possibilidade de contratação de profissionais como cuidadores e fisioterapeutas. Os empreendimentos incluem espaços voltados à convivência e ao estímulo cognitivo, com atividades como pintura, dança, pilates, academia e piscina, além de áreas comuns de alimentação e suporte para atendimentos médicos básicos.
O custo condominial pode ficar entre 15% e 20% acima da média do mercado, em função da oferta de serviços. “A ideia é que o usuário não precise se deslocar para fazer atividades físicas e consiga economizar com isso”, destaca Frankel.
Perspectivas
Atualmente, o segmento de moradias para idosos responde por cerca de 15% dos lançamentos da empresa. “Acreditamos que esse mercado deve chegar a 30% do portfólio”, reforça o executivo, que também menciona a possibilidade de atrair fundos imobiliários para os projetos.
Os empreendimentos são direcionados tanto a moradores quanto a investidores interessados no mercado de locação. Mesmo em um cenário de juros elevados, a empresa avalia que há demanda para esse tipo de produto, impulsionada pela oferta restrita e pelo envelhecimento da população.
Segundo Frankel, parte desse público já possui imóvel próprio, mas busca alternativas menores, com maior acessibilidade, segurança e interação social, sem abrir mão da autonomia. “Queremos fazer moradias em que as pessoas tenham orgulho de viver”, finaliza.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Housi














