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IHG recupera diária média no 1º tri, mas enfrenta dificuldades na China

Após Marriot, Hilton e Accor divulgarem seus balanços, é a vez da IHG Hotels & Resorts apresentar os resultados do primeiro trimestre. Assim como as outras gigantes hoteleiras, a rede está se aproximando de uma recuperação completa, ao verificar crescente RevPar e diárias médias semelhantes ao período pré-pandemia. No entanto, o mercado chinês continua sendo impactado pelas restrições para controlar o aumento de casos de Covid-19.

No período, a rede registrou aumento de 61% no RevPar frente ao primeiro trimestre do ano passado. O resultado representa 82% do nível reportado em 2019. Ainda que não tenha atingido recuperação completa no RevPar, os preços das diárias médias alcançaram os valores pré-pandemia, com alta de 27% na mesma base comparativa.

“Vimos condições comerciais muito positivas no primeiro trimestre, com a demanda de viagens continuando a aumentar em quase todos os nossos principais mercados ao redor do mundo”, comenta Keith Barr, CEO da IHG Hotels & Resorts. “O alto nível de demanda que temos visto para viagens de lazer continua a impulsionar o aumento das taxas de ocupação”, completa.

“Também continuamos a ver um retorno das viagens de negócios e em grupo, apoiando ainda mais as melhorias do RevPAR em muitos de nossos principais mercados urbanos. À medida que os níveis de ocupação aumentam e devido à força de nossas marcas, nossos hotéis estão vendo um aumento no poder de precificação” explica Barr.

Recortes regionais

Nas Américas, os resultados foram os melhores. No primeiro trimestre, o RevPar ficou apenas 8% abaixo dos valores pré-pandemia e 58% acima do resultado de 2021. Para isso, a taxa de ocupação da região ficou próxima a 60%, apenas 9 pontos percentuais abaixo de 2019.

Já na região EMEAA, que abrange Europa, Oriente Médio, África e Ásia, o indicador registrou alta de 122% em relação ao ano passado. No entanto, o resultado representa queda de 33% frente ao reportado em 2019. No período, a ocupação se aproximou de 50%, 21 pontos percentuais abaixo de 2019.

Os dados, porém, variam bastante dentro do recorte. O Reino Unido e o Oriente Médio registraram os melhores resultados, enquanto a Europa Continental, o sudeste asiático e o Japão verificaram os piores índices.

Já na China, os indicadores do primeiro trimestre foram piores até que o período de 2021. Por conta das rígidas restrições sanitárias impostas, a ocupação ficou em 36%, 16 pontos percentuais abaixo de 2019. Com isso, o RevPar foi 42% inferior ao período pré-pandemia e 7% abaixo dos resultados reportados no ano passado.

Pipeline: expansão como estratégia

Segundo Barr, um dos maiores fatores que impulsionam o crescimento é o foco estratégico da rede em ampliar e expandir seu portfólio. “Inscrevemos 17 mil quartos em nosso pipeline de desenvolvimento no primeiro trimestre, 15% a mais que em 2021. Nosso pipeline de 278 mil quartos aumentou 2,4%. Dos 120 hotéis assinados, houve desempenho particularmente forte nas Américas, com quase o dobro de contratações, de 39 para 73”, anuncia o executivo.

Desde o começo do ano, o IHG Hotels & Resorts vem apostando especialmente nos segmentos lifestyle e de alto padrão. Do total das contratações da rede, cerca de 20% correspondem a esses tipos de empreendimentos. Houveram 52 contratações para a marca Holiday Inn e 14 para a Crowne Plaza, juntas contabilizam para alta de 22% frente ao ano passado.

“O tamanho do nosso sistema de rede está se expandindo e estamos satisfeitos com o progresso em direção à nossa ambição de fornecer um nível de crescimento de salas de rede líder do setor”, finaliza Barr.

(*) Crédito da foto: Divulgação/IHG Hotels & Resorts

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