Em fevereiro, atividade econômica tem maior contração em 9 meses, diz BC

BC - queda no PIBSupermercados vazios refletem baixa atividade econômica

O ritmo fraco da economia brasileira parece ter varado o ano passado. Dados divulgados hoje (15) pelo BC (Banco Central) mostram que fevereiro teve a maior contração da atividade econômica em nove meses. Os números ampliam as projeções de queda no primeiro trimestre, corroborando ainda as estimativas de recuo do PIB (Produto Interno Bruto) do país.

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do BC), espécie de sinalizador do PIB, caiu 0,73% em fevereiro frente ao mês anterior. O resultado foi o segundo negativo após recuo de 0,31% em janeiro, na mesma base de comparação. A performance é ainda a pior desde a queda de 3,1% registrada em maio de 2018. 

Na comparação com fevereiro de 2018, o IBC-Br apresentou crescimento de 2,49%. Já no acumulado em 12 meses, o indicador subiu 1,21%. Algumas instituições financeiras se manifestaram sobre a divulgação dos dados, entre eles o Bradesco. “Indicadores de atividade econômica conhecidos até o momento seguem sugerindo uma leve queda de 0,1% do PIB no primeiro trimestre deste ano”, afirmou, em nota.

BC: reflexo no PIB

As expectativas de crescimento para o Brasil vêm sofrendo sucessivas reduções. A mais recente pesquisa Focus, realizada semanalmente pelo BC, mostra que a expectativa para o PIB neste ano é de crescimento de 1,95%. Para 2020, o indicador deve crescer 2,58%. 

Outro conjunto de dados macroeconômicos têm preocupado economistas, que cada vez mais ficam descrentes sobre a retomada na economia. O cenário permanece sendo de lentidão e mercado de trabalho fraco, com cerca de 13 milhões de desempregados. Em reflexo direto, o setor de serviços apresentou queda pelo segundo mês consecutivo.

Na semana passada, o FMI (Fundo Monetário Internacional) reduziu a estimativa de expansão da economia brasileira. Segundo a instituição, o PIB do país deve crescer 2,1%, citando a necessidade de cortes de gastos com funcionalismo público e da reforma da Previdência para conter as crescentes despesas.

(*) Crédito da foto: PhotoMIX-Compan/Pixabay

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