FOHI: Como usar a tecnologia a favor do seu hotel

fohiUm site responsivo que utilize técnicas SEO é essencial aos hotéis

Como a tecnologia pode ajudar a operação hoteleira foi pauta do terceiro painel do FOHI (Fórum Online de Hotéis Independentes). Conversa, realizada hoje (17), teve a presença de Marcos Macedo, fundador do iBooking, e Rodrigo Teixeira, CEO do AskSuite. Maycon Gabry, da MarkWeb, mediou o evento. 

Baseando-se nas perguntas enviadas por hoteleiros, os especialistas abriram o painel falando sobre quais tecnologias são indispensáveis aos hotéis independentes. Para Macedo, o primeiro passo é analisar as necessidade e problemas que seu empreendimento apresenta. “O que penso é que o hoteleiro deve olhar para o que lhe dá dor de cabeça. É distribuição? Então invista em um sistema que ajude nesse quesito. É administração? Mesma coisa”, disse o ex-hoteleiro. 

“Há vários meios de hospedagem no Brasil, com diversos perfis diferentes. Então não tem como falar uma ou duas tecnologias fundamentais que valem para todos”, ressaltou Macedo. 

Teixeira concordou com o fundador do iBooking e acrescentou ferramentas mínimas que podem ajudar os hotéis novos no mercado. “Hoje qualquer negócio tem que olhar para a tecnologia como fator de sobrevivência. Mas, se o hotel acabou de abrir, o que ele mais precisa é de vendas. Digo que há um pacote mínimo que os hotéis devem ter: Um site bom e responsivo, com técnicas de SEO; motor de reservas; gestor de canais de venda; PMS; e um gestor de canais de atendimento”.

Outro ponto em que os dois convidados concordaram é na importância de conhecer seu público. Segundo eles, quanto mais o hoteleiro sabe para quem ele vende mais ele saberá quais ferramentas são necessárias. Conhecer o perfil do hóspede também é importante para fortalecer a marca do hotel, como discutido no painel anterior, que contou com a presença de Peter Kutuchian, CEO do Hotelier News.

FOHI: E as OTAs? 

Quando se fala de tecnologia para hotelaria o assunto OTAs sempre é mencionado e dessa vez não foi diferente. “As OTAs são o anjo e o diabo”, afirmou Teixeira quando perguntado até que ponto as agências online ajudam. 

“De novo a gente tem que analisar o que o hotel precisa. Se você lota seu hotel sempre só com venda direta, não precisa de OTA. Agora, se você não está alcançando 100% de ocupação toda semana, esse parceiro é fundamental. Mas é um erro investir apenas nas agências terceiras e não fortalecer seu canal direto. Porque o cliente pode chegar pela OTA mas é seu papel fazer ele voltar pelo direto”, ressaltou o CEO da AskSuite. 

Para Macedo, para que um hotel tenha melhor aproveitamento com os canais de distrubuição é preciso ter estratégia.

“Todo meio de hospedagem tem que entender que existe uma rede de distribuição e que a OTA não é o único componente. Se o empreendimento focar só nas vendas diretas ele vai ter um problema assim como focar só na distribuição por agências online. Os hotéis têm que trabalhar estrategicamente com seu inventário. Por exemplo, se há um mercado que o hoteleiro quer atingir, o canal direto não entra nesse mercado mas tem uma OTA que entra, é nesse canal que deve ir o investimento”, afirmou Macedo. 

O painel também tratou como a tecnologia pode ajudar a reduzir custos e a melhorar o atendimento. Para ver a conversa completa acesse aqui

(*) Crédito da capa: Alex Night/ Unsplash

(*) Crédito da foto: Firmbee/ Pixabay

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