Após um primeiro trimestre de bons resultados, diversas redes hoteleiras estão mais otimistas em relação ao restante do ano. Assim, executivos de diversas empresas elevaram, baseando-se nos resultados trimestrais, as expectativas de receita, aponta o CoStar.
“Estamos atualizando nossa perspectiva para o ano de 2023 com o objetivo de refletir o favorecimento do primeiro trimestre, bem como uma conta de ações menor devido à nossa atividade de recompra no período. A receita relacionada a taxas e outras aumenta em US$ 4 milhões em relação à perspectiva de fevereiro e ainda arredonda de US$ 1,38 bilhão para US$ 1,41 bilhão”, afirma Michele Allen, diretora financeira da Wyndham Hotels & Resorts.
“O Ebitda Ajustado também aumentou US$ 4 milhões e agora está projetado para ser de US$ 654 milhões a US$ 664 milhões. Esperamos lucro líquido ajustado entre US$ 340 milhões a US$ 352 milhões. Não há mudanças em nossa expectativa para o crescimento global do RevPar ou taxa de conversão de fluxo de caixa livre. Além disso, esperamos uma cadência normalizada de gastos com marketing esse ano”, completa.
Previsões de outras redes
Na Marriott International, o bom desempenho dos três primeiros meses do ano elevou as perspectivas para os próximos meses. “O resultado foi melhor do que o esperado e, além disso, as robustas tendências globais de reservas ajudam a aumentar nossa orientação. A incerteza macroeconômica não está afetando nossa demanda de curto prazo e as tendências em todos os segmentos de clientes permanecem fortes”, diz Leeny Oberg, vice-presidente executivo e diretor financeiro da rede.
Espera-se que no segundo trimestre, a rede se beneficie de um crescimento particularmente forte, no recorte anual, nos mercados internacionais, principalmente Ásia-Pacífico. Por outro lado, há menos visibilidade na previsão do desempenho financeiro da empresa para o período.
Na Hyatt Hotels, a expectativa para 2023 é que haja crescimento de 12% a 16% no RevPar em todo o sistema, em comparação com o ano passado. “Continuamos esperando taxas de crescimento maiores no primeiro semestre e, como temos um pouco mais de visibilidade na segunda metade do ano, nossa expectativa é de que o crescimento do Revpar seja de um dígito médio a alto. Além disso, a recuperação contínua da Ásia-Pacífico e as melhorias da demanda também corroboram com essa expectativa”, pontua Joan Bottarini, diretor financeiro da empresa.
Já Christopher Nassetta, presidente e CEO da Hilton, diz que a demanda acelerada em toda a Ásia e o impulso positivo contínuo do grupo, aliados ao desempenho do primeiro trimestre, eleva as expectativas de crescimento da receita para um percentual entre 8% e 11% em relação ao ano passado, assumindo alguma desaceleração na segunda metade do ano devido à incerteza macroeconômica.
“Não vemos nenhuma falha em termos de padrões de demanda. Há muito impulso. Sabemos que aqui nos EUA e em outros lugares do mundo, há um problema de inflação, que agora está sendo gerenciado. Em última análise, isso significa que continuaremos tendo uma desaceleração no ambiente econômico mais amplo que, em algum momento, terá algum impacto sobre nós. Mas ainda não. Ainda acho que teremos muita demanda reprimida e estamos nos beneficiando de uma mudança secular nos padrões de gastos. Por fim, as viagens internacionais estão em uma subida íngreme, com a abertura da China. Todas essas coisas estão mantendo o ímpeto da demanda”, finaliza.
(*) Crédito da capa: Divulgação/Hilton Hotels















