Em hotelaria, sabemos que ocupação não acontece por acaso. Para termos hóspedes, precisamos primeiro ter visitantes. E, para termos visitantes, precisamos de destinos competitivos, promovidos e preparados para recebê-los.
É justamente nessa engrenagem que o Room Tax cumpre um papel fundamental.
O Room Tax é uma contribuição facultativa do hóspede destinada ao Convention & Visitors Bureau local. Não é diária, não é serviço prestado pelo hotel e, portanto, não constitui receita do empreendimento. O hotel participa como parceiro do processo, realizando a arrecadação e o repasse dos valores ao Convention Bureau.
Essa compreensão torna-se ainda mais importante neste momento de adequação dos sistemas hoteleiros às novas regras decorrentes da Reforma Tributária.
O Room Tax precisa estar corretamente parametrizado nos sistemas de gestão hoteleira, separado das receitas próprias do estabelecimento e identificado como recurso de terceiros destinado ao Convention Bureau. Dessa maneira, o valor arrecadado segue para sua finalidade específica, sem ser tratado como faturamento do hotel.
Mais do que uma questão operacional, estamos falando de um modelo que beneficia a própria hotelaria.
Os recursos arrecadados retornam ao mercado na forma de promoção do destino, captação e apoio a congressos, feiras e eventos, geração de informações, divulgação dos atrativos, capacitação e ações voltadas à melhoria do bem receber.
É um ciclo simples, em que o hóspede contribui, o hotel arrecada, o Convention Bureau investe e o destino trabalha para gerar novos visitantes e novos hóspedes.
Quanto maior a adesão dos hotéis, maior a capacidade de promoção do destino. E, quanto mais forte o destino, maiores são as oportunidades para toda a cadeia da economia do visitante.
Por isso, o Room Tax não deve ser visto como mais uma cobrança na conta do hóspede. É uma contribuição que ajuda a financiar aquilo que nenhuma empresa conseguiria fazer isoladamente na mesma escala: promover o destino de forma permanente e trabalhar coletivamente para ampliar sua demanda.
Os Convention & Visitors Bureaus nasceram dessa lógica. São organizações que unem hotéis, espaços para eventos, restaurantes, atrativos e diversos segmentos da economia do visitante em torno de um interesse comum: trazer mais pessoas para o destino e fazer com que elas permaneçam mais tempo, consumam mais e tenham boas experiências.
Para a hotelaria, portanto, apoiar o Room Tax significa também investir na própria sustentabilidade da demanda.
Neste momento de mudanças tributárias e tecnológicas, temos uma oportunidade de corrigir parametrizações, orientar nossas equipes e reforçar junto aos hóspedes a importância dessa contribuição.
E destino forte gera eventos, negócios, lazer, experiências e, principalmente para quem vive da hospitalidade, mais hóspedes.
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Toni Sando é CEO Visite São Paulo Convention Bureau e presidente da Unedestinos – União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos
(*) Crédito da foto: Divulgação














