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STR Summit: short-term rental cresceu 70% em 3 anos no Brasil

Foi aberta hoje (26) a segunda edição do STR Summit, evento promovido pelo Hotelier News em parceria com a Noctua Advisory para discutir os desafios e perspectivas do segmento de STR (short-term rental), e entender como o setor irá se comportar nos próximos anos.

A cerimônia de abertura contou com a presença de Vinícius Medeiros, editor-chefe do Hotelier News; Pedro Cypriano, managing partner da Noctua Advisory; William Astolfi, presidente da ABLT (Associação Brasileira de Locação por Temporada), e Juliana Salazar, diretora de Eventos da entidade. “É um setor que está crescendo cada vez mais, e os dados de pesquisas recentes mostram o tamanho desse mercado”, afirmou Medeiros na abertura do STR Summit.

Complementando a fala, Cypriano destacou que o setor já soma cerca de 150 mil unidades no Brasil. “Estamos falando de um mercado gigantesco e vemos muitas transformações relevantes acontecendo. Por isso é tão importante reunir os players em um encontro como esse”, acrescentou.

Na sequência, Astolfi ressaltou que a ABLT foi criada para apoiar a profissionalização do mercado e atuar em diferentes frentes ligadas ao segmento. “A associação é feita por pessoas que vivem a realidade desse setor”, afirmou.

STR no Brasil

Abrindo a programação, Cypriano e Eduardo Martin, associate partner da Noctua Advisory, apresentaram a pesquisa STR no Brasil, detalhando o cenário atual do setor no país. Os executivos destacaram que a oferta de aluguel por temporada no mercado brasileiro cresceu 70% entre 2023 e 2026, com as operadoras profissionais respondendo por 43% desse inventário.

O país já aparece entre os 15 principais mercados globais do segmento. Cidades como Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis e Salvador registram crescimento de oferta entre 15% e 25% no período entre 2025 e 2026. A expectativa de expansão do inventário é de 65% até 2030.

Pedro Cypriano
Cypriano analisou evolução do segmento

Cypriano explicou que a pesquisa foi dividida em três capítulos: macroambiente, estratégia e perspectivas de expansão das operadoras profissionais, e performance operacional. O primeiro ponto levantado pelo executivo foi se o setor estaria próximo de atingir um limite de crescimento. Segundo ele, o Brasil atravessa um momento de desaceleração econômica, marcado por juros elevados, aumento do custo de capital e maior dificuldade para estruturar grandes negócios no segmento.

“Na prática, ninguém mais cresce de forma super acelerada. Em 2025, o índice de receita nominal das atividades turísticas cresceu 10,3%, mostrando que ainda há um forte consumo interno, apesar dos desafios econômicos”, afirmou Cypriano.

Aumento da demanda

Complementando a análise, Martin destacou que os turistas brasileiros têm realizado viagens mais longas dentro do país, o que ajuda a impulsionar novos projetos em diferentes destinos. Por outro lado, o aumento do preço das passagens aéreas segue como um desafio para sustentar essa demanda. Em abril, o querosene de aviação registrou alta de 49% em relação ao mês anterior.

Cypriano também apresentou dados sobre o avanço da profissionalização no setor. Segundo ele, apenas 15% das empresas exigem um número mínimo de 10 unidades para operar novos edifícios no Brasil. “Isso mostra uma tendência forte de profissionalização, com gestoras mais exigentes. Mas ainda há espaço para elevar esse número”, disse.

Perfil dos ativos

Os dados da pesquisa da Noctua mostram que as operadoras de STR têm priorizado edifícios verticalizados, com foco principalmente em studios. “Os gestores têm observado um potencial muito grande nesse perfil de unidade, o que justifica essa preferência”, concluiu Martin.

A pesquisa também aponta que o mercado tem se adaptado bem aos sistemas PMS e utilizado dados com mais eficiência na tomada de decisões. Segundo Martin, a capacidade de atrair novos clientes será determinante para sustentar o crescimento do setor nos próximos anos. “Temos que ser responsáveis por elevar o nível do mercado e difundir a cultura da profissionalização”, afirmou.

Além disso, o levantamento indica que estratégias intensivas de precificação dinâmica geram vantagens em RevPar, reforçando a importância do RM (Revenue Management) no segmento.

Ao longo das apresentações, os executivos reforçaram que o mercado de STR atravessa uma fase de amadurecimento, marcada pelo avanço da profissionalização, pelo uso cada vez mais estratégico de dados e pela expansão da oferta em diferentes regiões do país. Mesmo diante de desafios econômicos, o setor segue em trajetória de crescimento e consolidação no Brasil.

(*) Crédito das fotos: Bruno Churuska/Hotelier News

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