A taxa de desemprego no Brasil registrou leve recuo para 7,9% no trimestre móvel encerrado em julho, segundo dados divulgados hoje (31) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No trimestre anterior, encerrado em junho, o indicador estava em 8%. A taxa atual é a menor desde o trimestre terminado em fevereiro de 2015.
O número de pessoas ocupadas voltou a crescer após dois trimestres em queda, chegando a 99,3 milhões, um aumento de 1,3% em relação ao período de fevereiro a abril, com 1,3 milhão de pessoas a mais. Na comparação anual, o crescimento foi de 0,7% (mais 669 mil pessoas), o menor dos últimos nove trimestres consecutivos de alta.
Desemprego: outros dados
O número de profissionais que trabalham por conta própria, 25,2 milhões, ficou estável frente ao trimestre anterior e caiu 2,5% no ano, com menos 637 mil pessoas em situação de informalidade. Com isso, a taxa de informalidade foi de 39,1%, com aumento em relação ao trimestre anterior, que foi de 38,9%, e queda na comparação com o mesmo período de 2022, que atingiu 39,8%.
Destacam-se, também, na comparação trimestral, o aumento nas categorias de empregado do setor privado sem carteira, que ficou em 4%, com mais 503 mil profissionais, e no setor público, que atingiu 2,6%, com 311 mil pessoas. Já na comparação anual, pode-se ressaltar o contingente de empregados no setor privado com carteira, que cresceu 3,4%, representando um acréscimo de 1,2 milhão de trabalhadores.
Em relação ao rendimento real habitual houve estabilidade frente ao trimestre anterior, ficando em R$ 2.935, e crescimento de 5,1% no ano. A massa de rendimento real habitual ficou em R$ 286,9 bilhões, que representa incremento de 2% frente ao trimestre anterior e 6,2% na base comparativa anual.
A taxa composta de subutilização ficou em 17,8% e caiu nas duas comparações: 0,7% no trimestre e 3,1% no ano, totalizando 20,3 milhões de pessoas subutilizadas.
(*) Crédito da foto: Yanalya/Freepik














