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Três perguntas para: Daniel Wagner

Por Nayara Matteis 10 de julho de 2020

Daniel Wagner - tres perguntasWagner: esperamos que daqui a 12 meses tenhamos normalizado a demanda​

Atuante ativo no trade hoteleiro de Ponta Grossa (PR), Daniel Wagner equilibra diferentes funções e negócios em seu dia a dia. Com mais de 20 anos de experiência no setor, o sócio e gerente geral do Planalto Select Hotel espera estabilizar suas demandas em um período de até um ano – o que não é impossível – diante do cenário do destino paranaense.

Advogado de formação com MBA em Gestão Empresarial, em meados de 1990, foi distribuidor da Amway no modelo de Marketing Multinível. Em 1997, ingressou no mercado hoteleiro para trabalhar no empreendimento da família, que recentemente passou por um grande processo de reestruturação e mudança de nome – agora Hotel Select Planalto.

Desde 2000, o profissional atua em movimentos associativistas empresariais. Começou como membro do Conselho Jovem da ACIPG (Associação Comercial Industrial Empresarial de Ponta Grossa) e, mais tarde, participou da fundação do Ponta Grossa Convention & Visitors Bureau. “Fui o primeiro presidente, de 2005 a 2009. Também fui membro da Diretoria da Federação Parananense de CVBx tendo sido presidente interino em 2008”, conta.

“Estive presente como voluntário em diversos Conselhos em nível municipal e estadual em prol do desenvolvimento do Turismo, do Patrimônio Cultural e de aspectos sócio econômicos. Atualmente ocupo a presidência do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Gastronomia dos Campos Gerais, e a diretoria de Turismo da ACIPG”, destaca Wagner, que também faz parte do Conselho de Representantes da FBHA (Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação).

Wagner ainda toca ao lado da esposa Michelle uma administradora de estacionamentos com diversas unidades no centro de Ponta Grossa. Em seu tempo livre, passa o tempo com a família, lendo, vendo filmes e séries.

Três perguntas para: Daniel Wagner

Hotelier News: Qual a atual situação do Planalto Select Hotel? Chegaram a paralisar as operações? Caso sim, já retomaram? Como o empreendimento está se adaptando às mudanças?

Daniel Wagner: Permanecemos operando em respeito a alguns hóspedes de longa permanência que tínhamos na ocasião. Entendemos que não seria correto deixá-los na mão em um momento onde eles continuariam precisando do serviço hoteleiro, mas o movimento no início da pandemia caiu para menos de 1/5 do que tínhamos antes em termos de hospedagem. Infelizmente demitimos 20% colaboradores que tínhamos em março, dos restantes, metade continuou trabalhando e a outra parte teve seus contratos suspensos pela MP 936. Passados 60 dias das primeiras suspensões, temos agora 2/3 dos colaboradores em atividade. O nome do jogo é ganhar tempo esperando que o movimento melhore e possamos ter demanda para ocupar todo o time. Estamos comprometidos em proteger as pessoas – tanto colaboradores quanto clientes. Além das medidas oficiais, temos intensificado os procedimentos recomendados pelo Selo Turismo Responsável do Ministério do Turismo, utilizando como referências também os protocolos divulgados pela FBHA e demais entidades nacionais e internacionais.

O café da manhã já está na fase três (iniciou sendo servido à la carte nos apartamentos; depois passou a ser servido à la carte no salão do restaurante; e agora estamos trabalhando com buffet assistido). É estranho termos que evitar de servir as pessoas, por exemplo manobrando seus veículos ou manuseando suas bagagens, mas em geral é o que temos feito. Eventos em Ponta Grossa podem ser realizados para até 20 pessoas, então a nossa estrutura com sete salas está disponível, porém ainda bastante ociosa.

HN: Como está o relacionamento com clientes e flexibilização de cancelamentos e remarcações? Já existe alguma demanda em vista para os próximos meses?

DW: Tínhamos algumas reservas de grupos em função de grandes eventos previstos para a cidade e a região. Ao serem adiados, tivemos que tolerar. Temos eventos mais significativos na agenda da cidade e no hotel a partir de setembro, os quais esperamos que sejam mantidos e até lá já possam ocorrer com os devidos cuidados.

HN: Na sua visão, como será a retomada no mercado paranaense? Você está otimista para uma possível recuperação ainda em 2020?

DW: O Paraná é um dos estados com menos casos de Covid-19, e Ponta Grossa é a melhor entre as grandes cidades paranaenses. Acredito que destinos com turismo de negócios, como é o nosso caso, serão menos afetados. As empresas locais tinham projetos em andamento e precisarão dar continuidade. Nos favorece também o fato de que estamos em um grande entroncamento rodoviários no Paraná, e não dependíamos muito do transporte aéreo (até janeiro tínhamos quatro voos semanais da Azul para Campinas; desde janeiro tínhamos mais 12 ou 13 voos da Voepass para Congonhas); e também o baixo número de estrangeiros neste momento não terá sua ausência tão sentida.

Em termos de turismo de lazer, o nosso principal atrativo é o Parque Estadual de Vila Velha, o qual sempre esteve sob gestão estatal, sem qualquer dinamismo na sua administração. Justamente durante a pandemia a empresa Ecoparques (ligada ao grupo empresarial que administra o Parque Nacional de Foz do Iguaçu) começou a administrar o local, então acreditamos que isso irá favorecer e incrementar a ocupação em especial de fim de semana. Também nos anima o fato de que a nossa região dos Campos Gerais é riquíssima em atrativos naturais, cachoeiras, parques, cânions e propriedades rurais, segmento que tende a ser muito valorizado no pós-pandemia. Esperamos que no máximo daqui a 12 meses tenhamos normalizado a demanda.

(*) Crédito da foto: Arquivo pessoal