InícioPESSOASTrês perguntas paraTrês perguntas para: Eduardo Yoshimoto
Slaviero hospitalidade

Três perguntas para: Eduardo Yoshimoto

Com mais de 27 anos de trajetória na Marriott International, Eduardo Yoshimoto assumiu o comando do W São Paulo no fim de 2025 com a missão de consolidar a proposta lifestyle da marca no mercado paulistano. Antes de retornar ao Brasil, o executivo esteve à frente do W Santiago, no Chile, além de acumular passagens por outras unidades da bandeira na América Latina.

Natural de São Paulo, Yoshimoto é formado em Administração pela FEA-USP e em Hotelaria pelo Senac. No comando do empreendimento paulistano, ele aposta em uma gestão baseada na conexão entre equipes, hóspedes e destino, aliando sofisticação, personalização e eficiência operacional em um dos mercados mais competitivos da hotelaria nacional.

Em participação no Três perguntas para, o executivo fala sobre os primeiros ajustes implementados desde que desembarcou na operação. Em suas respostas, o gerente também aborda o comportamento do hóspede de alto padrão e ressalta os desafios de liderar um hotel de marca global em São Paulo.

Três perguntas para: Eduardo Yoshimoto

Hotelier News: Ao assumir a operação do W São Paulo em outubro, quais foram os primeiros ajustes implementados para equilibrar a proposta de lifestyle com eficiência operacional?

Eduardo Yoshimoto: Acredito que lifestyle e eficiência operacional caminham juntos quando estão devidamente alinhados ao posicionamento da marca e refletidos tanto nos resultados financeiros quanto no desejo de consumo dos clientes.

Desde a minha chegada, priorizei o fortalecimento da cultura da marca W junto à equipe, com base nas minhas experiências anteriores nos W Bogotá e W Santiago. Nessas unidades, o conceito de luxo está profundamente ligado à conexão, com o destino, com as pessoas e consigo mesmo, além da curiosidade e da transformação como formas de expandir horizontes.

Também investimos fortemente no desenvolvimento da equipe para oferecer um serviço que seja, ao mesmo tempo, autêntico, acolhedor, sofisticado e eficiente. Em paralelo, reforçamos a eficiência operacional por meio de análises estruturadas, orientadas por dados, indicadores de performance da indústria e benchmarks da marca.

HN: Na sua opinião, o que o hóspede de alto padrão mais valoriza atualmente e como isso tem influenciado suas decisões neste início de gestão?

EY: O hóspede de alto padrão valoriza, acima de tudo, conexão e transformação. A partir disso, direcionamos nossas decisões para o desenvolvimento e treinamento contínuo da equipe, com foco em entregar um serviço personalizado por meio de interações genuínas, mantendo, ao mesmo tempo, elevados padrões de consistência.

Outro pilar importante é o orgulho e a valorização do Brasil. Temos buscado incorporar produtos e experiências locais que despertem curiosidade e promovam conexão com a cultura e os biomas brasileiros — seja por meio dos tratamentos do spa, das amenidades de alto padrão ou da presença de ingredientes e produtos nacionais em nossos restaurantes.

A personalização também é fundamental. Para isso, estruturamos uma equipe bem treinada, motivada e empoderada para tomar decisões no dia a dia, adaptando o serviço às preferências, necessidades e ocasiões específicas de cada hóspede. Isso inclui desde a seleção criteriosa de talentos até a implementação de processos que assegurem disciplina operacional e consistência na entrega.

HN: Quais são os principais desafios e oportunidades na operação de um hotel de marca global em um mercado como São Paulo? Como foi o desempenho do W São Paulo nos principais indicadores?

EY: Entre as principais oportunidades, destaco a proposta única do W no cenário paulistano. Como desafios, está a necessidade de equilibrar essa proposta diferenciada com um mercado altamente competitivo e exigente, como o de São Paulo, garantindo consistência na experiência do hóspede e excelência operacional em todos os pontos de contato.

Em relação aos indicadores, há um destaque positivo para a diária média, que apresentou resultados bastante sólidos desde a abertura do hotel há um ano em meio.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Marriott International

Realgems ameneties