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Três perguntas para: Fernanda Semler

Por Nayara Matteis 14 de setembro de 2020

Nos últimos meses, um dos assuntos mais comentados entre hoteleiros foi a notória mudança de comportamento do consumidor. Ditando tendências que serão a base para o mercado do futuro, viajantes estão ainda mais preocupados com segurança, higiene e priorizando empreendimentos que demonstrem consciência ambiental. Neste cenário, Fernanda Semler vem colhendo bons frutos pelo posicionamento pós-luxo do Botanique Hotel & Spa.

Manter o encantamento do cliente mesmo em tempos de pandemia tem sido um dos principais desafios dos hotéis. Quando falamos em segmento upscale, a pressão é ainda maior. Com ocupações altas e localização privilegiada em meio à natureza de Campos do Jordão (SP), o Botanique é a prova viva de que wellness é, de fato, um viés de experiência em ascensão. “O mercado inteiro finalmente enxergou o mérito do pós-luxo. O luxo da experiência, do silêncio, do serviço invisível”, comenta.

A empresária de 43 anos e mãe de 4 filhos manteve os padrões de qualidade elevados que, unidos a medidas de higienização e segurança bem aplicadas, resultaram em um caixa consistente e quartos ocupados. “Entendemos que a pegada de protocolos super rígidos só me serviram para aumentar ainda mais as vendas”.

Após nove anos fora do país, Fernanda Semler voltou ao Brasil com a missão de difundir o pós-luxo na hotelaria. Formada em Drama em Manchester, a profissional também traz a magia do teatro como um complemento na jornada do Botanique. “A faculdade me ensinou tudo que eu seu sobre encantar o hóspede. Os anos lá me fizeram pensar muito nesta nova maneira de consumir luxo e, de volta ao Brasil, resolvi lançar”.

Três perguntas para: Fernanda Semler

Hotelier News: O Botanique tem forte apelo wellness. Você acredita que esse segmento da hotelaria é uma tendência que ganhou força com a pandemia?

Fernanda Semler: O wellness não é apenas uma tendência e já há algum tempo veio para ficar. Uma pena que no Brasil isto tenha sido reforçado pela pandemia, que não é o caso no resto do mundo que já estava com este olhar.

HN: O mercado de luxo lida com um público exigente. Diante de tantas mudanças e protocolos, como manter a qualidade e experiência de sempre?

FS: O meu público sempre foi mais exigente e eu sou uma pessoa que viaja muito, então isto não mudou. Entendemos que a pegada de protocolos super rígidos só me serviram para aumentar ainda mais as vendas. Estou muito orgulhosa dos meus hóspedes que enxergam mérito nas medidas e por conta desse cuidado estão voltando sempre.

HN: Com boas ocupações, o Botanique vem lidando bem com a crise. Para você, qual foi o maior aprendizado? O que o hotel levará da pandemia?

FS: Eu e minha equipe levaremos a alegria de perceber que o mercado inteiro finalmente enxergou o mérito do pós-luxo. O luxo da experiência, do silêncio, do serviço invisível. O luxo com razão de ser. Uma pena que a pandemia foi o gatilho para “cair a ficha” dos consumidores de turismo de experiência e luxo.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Botanique Hotel & Spa