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Três perguntas para: Ricardo Bluvol

Por Vinicius Medeiros 21 de julho de 2020

Três perguntas para - Ricardo Bluvol_internaSegundo Bluvol, mesmo na pandemia, prospecções e conversas não pararam

Ele é o cara da Atlantica Hotels quando se pensa em desenvolvimento hoteleiro. E, veja bem, o trabalho inquestionavelmente vem sendo bem feito. Já há alguns anos, a rede paulista mantém um bom ritmo de expansão pelo país, com um crescimento de oferta que vai muito além da recém-concluída fusão com a Vert Hotéis. Para falar sobre os próximos passos da empresa na área, Ricardo Bluvol conversou com o Hotelier News no Três perguntas de hoje (22).

Vice-presidente de Desenvolvimento e Novos Negócios da Atlantica Hotels, Bluvol está no cargo desde 2015 – e na rede paulista há 19 anos. Sob sua liderança, a empresa firmou mais de 70 contratos nos últimos cinco anos, o que representa acréscimo de mais de 10 mil apartamentos à oferta da empresa desde então. Hoje, uma das apostas do executivo, que integra a bancada de debatedores de nossa live de hoje, é o modelo de franquia, que a administradora hoteleira oferece quatro bandeiras aos investidores.

“Falando especificamente sobre franquias, temos: Go Inn, E Suites, Atlantica Collection e a assinatura by Atlantica. Essas marcas já têm um excelente recall com os consumidores e clientes corporativos”, afirma Bluvol, um amante de corridas de rua e de viagens em família nas horas vagas. “Reforçando este ponto, assinamos três franquias de Go Inn em dezembro de 2019 e, mais recentemente, desde que a pandemia começou, assinamos outros quatro contratos com a assinatura by Atlantica, que anunciaremos em breve”,  completa. Leia o restante da entrevista abaixo.

Três perguntas para: Ricardo Bluvol

Hotelier News: É o ano das conversões? Como estão as prospecções?

Ricardo Bluvol: A Atlantica tem colhido bons resultados em conversões hoteleiras nos últimos anos, processo que deverá ser intensificado no próximo biênio por conta do cenário mundial vivido neste momento de pandemia e, posteriormente, de recuperação econômica. É natural que, diante disso, investidores busquem administradoras e marcas consolidadas que consigam minimizar os impactos que todos estamos vivendo, por meio da sua capilaridade geográfica e força comercial, para acelerar a retomada dos negócios.

Três perguntas para - Ricardo BluvolBluvol: dos projetos trabalhados atualmente pela rede, 50% são greenfield 

Neste contexto, implementamos rígidos protocolos que estão sendo auditados pelo Bureau Veritas, passando maior confiança para as empresas e viajantes. Nossa equipe comercial continua atuante e em contato próximo aos principais geradores de demanda. Seguimos investimento em ferramentas digitais para clientes e hóspedes, otimizando custos e melhorando a experiência do hóspede.
 
Isto posto, acredito que a Atlantica apresenta todos os atributos que investidores buscam para converterem seus empreendimentos, tanto no modelo de administração, como no de franquia, tendo próprias marcas, como Go Inn, E suites e assinatura by Atlantica, e parceria com grandes players internacionais, como Hilton, Radisson Hotel Group, Choice Hotels e Wyndham Hotels and Resorts.
 
HN: Especialistas dizem que a tendência é o consumidor procurar marcas fortes na retomada. Em comparação com as redes internacionais que a Atlantica tem contrato, Go Inn e E Suites são menos reconhecidas. De que forma isso atrapalha o projeto de franquias? 

RB: Como mencionei anteriormente, tanto investidores, como consumidores, buscarão não somente marcas consolidadas, mas também administradoras sólidas e que possuam força comercial e capilaridade geográfica. Consumidores, além de buscar marcas, verificam a chancela de quem está por trás daquela administração. Neste contexto, clientes enxergam que os protocolos implementados e que estão sendo auditados tem por trás a Atlantica, empresa com 130 operações no Brasil, mais de 22 mil quartos disponíveis por dia no sistema e por onde costumam circular mais de 7 milhões de hóspedes por ano. É assim que nos posicionamos perante aos consumidores.
 
Falando especificamente sobre franquias, temos: Go Inn, E Suites, Atlantica Collection e a assinatura by Atlantica. Essas marcas já têm um excelente recall com os consumidores e clientes corporativos. Já estão no mercado há bastante tempo e, hoje, se fizermos um paralelo com o ranking que a JLL (Jones Lang LaSalle) publica anualmente, teríamos o seguinte cenário: Go Inn, 13 operações (2,4 mil quartos) e seis contratados firmados com aberturas previstas entre este e o próximo ano, adicionando mais 700 apartamentos; E suítes, com 10 hotéis (1,3 mil UHs) e cinco contratados com inaugurações nos próximos anos, acrescentando mais 935 habitações; e assinaturas By Atlantica e Atlantica Collection, com seis propriedades em funcionamento (750 quartos), sendo que serão somadas nos próximos meses mais seis unidades e 680 UHs. Reforçando este ponto, assinamos três franquias de Go Inn em dezembro de 2019 e, mais recentemente, desde que a pandemia começou, assinamos outros quatro contratos com a assinatura by Atlantica, que anunciaremos em breve.
 
HN: Qual o grau de atratividade do setor neste momento na comparação com outros produtos imobiliários? Na mesma pergunta, projetos greenfield retomam com mais força quando?

RB: O mercado imobiliário em geral, como outros setores da economia, foi impactado diretamente pela pandemia. No entanto, a médio e longo prazos, pelas características dos investimentos imobiliários, a tendência é que retome com bastante intensidade. Temos um cenário de taxa Selic nunca antes visto em território nacional, o que deve gerar grande atratividade para investimentos no setor hoteleiro, além de outros produtos imobiliários de renda. Hoje, as diversas classes de ativo imobiliários, como shoppings, escritórios e, obviamente, hotéis, foram impactados a curto prazo, mas o setor como um todo deve se recuperar ao longo dos próximos anos. Dos projetos que trabalhamos atualmente, 50% são greenfield, por exemplo. Portanto, o desenvolvimento imobiliário não parou. Deveremos ter apenas um atraso de data de assinatura e, consequentemente, de lançamento ao mercado. Minha expectativa é que os negócios retomem com maior intensidade a partir de 2022.

(*) Crédito da capa: Divulgação/Atlantica Hotels

(**) Crédito da foto: Vinicius Medeiros/Hotelier News