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Short-term rental cresce e Brasil é destaque

Enquanto a demanda global por viagens segue em trajetória de recuperação, os hotéis enfrentam sinais de enfraquecimento diante do avanço do short-term rental. Segundo dados do Skift Travel Health Index, em maio de 2025, os aluguéis de curta duração cresceram 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto os empreendimentos hoteleiros registraram alta mais tímida, de 2%.

Segundo informações divulgadas pelo Skift, o índice geral, que mede o desempenho da indústria do turismo global, chegou a 102 pontos percentuais em maio, um aumento de 2% na comparação anual. Apesar da média positiva, os segmentos caminham em ritmos distintos. Com forte apetite dos viajantes por experiências alternativas de hospedagem, o aluguel de temporada tem sido o destaque do setor. No Brasil, o crescimento nas reservas chegou a expressivos 105% no período.

Mesmo com uma leve queda na ocupação — reflexo do aumento da oferta e da base de comparação inflada pelo feriado de Páscoa em abril — a expectativa para o verão do Hemisfério Norte segue otimista. Nos Estados Unidos, a Air DNA projeta um avanço de 3% a 4% no RevPar do aluguel de temporada entre 2024 e 2026, impulsionado principalmente pelo crescimento da diária média.

Desempenho hoteleiro enfraquece

Em contraste com o bom momento do short-term rental, a hotelaria tradicional enfrenta um cenário mais desafiador. A demanda por reservas desacelerou globalmente em maio, com exceção da América Latina, que registrou alta de 6%. A retração é atribuída à redução das janelas de reserva, fenômeno comum em períodos de instabilidade econômica.

Nos Estados Unidos, o desempenho preocupa. A ocupação hoteleira caiu 2% e a diária média recuou 4%, indicando uma possível estratégia de redução de tarifas para atrair hóspedes. Na Europa, a ocupação também encolheu (3%), assim como na América do Norte (1%).

Diante do cenário, a PwC revisou para baixo as projeções para 2025. O novo relatório aponta crescimento de apenas 0,9% no RevPar americano, que deve fechar o ano em US$ 101. A diária média deve chegar a US$ 160, com alta discreta de 0,8%, enquanto a ocupação deve se manter estável em torno de 63%.

A consultoria atribui a revisão às incertezas econômicas, tensões geopolíticas e à fraqueza observada no segundo trimestre do ano. Embora espere-se uma retomada gradual no segundo semestre, a previsão de curto prazo dada no estudo ainda é marcada pela cautela.

(*) Crédito da foto: Freepik

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