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Três perguntas para - Ricardo Rodrigues

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Vinicius Medeiros
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Três perguntas para: Ricardo Rodrigues

Por Vinicius Medeiros 15 de setembro de 2020

Apollo 13, Coach Carter, Invictus, Um sonho de liberdade e Gandhi. O que todos esses filmes têm em comum? Com seus respectivos contextos, todos retratam histórias de liderança. Mais ainda, de alguma maneira, ajudaram Ricardo Rodrigues a conduzir sua carreira e a levar seu dia a dia profissional. E, veja bem, as mensagens passadas nessas produções são realmente relevantes em meio aos desafios atuais da hotelaria.

Com 24 anos de experiência no mercado hoteleiro, Rodrigues é gerente geral executivo de Operações do Le Canton desde 2015. Ele conta que, para o momento atual, tirou da cartola os ensinamentos adquiridos na carreira – e nos filmes citados também! Com isso, ao lado da equipe, ajudou o empreendimento a obter os bons resultados nesse início de retomada. “Inovação é um dos valores do Le Canton. No entanto, em função da crise, veio a necessidade de nos reinventarmos ainda mais”, comenta.

“Não é fácil navegar enfrentando uma tempestade pandêmica à frente, que trouxe crise econômica, desemprego, ausência de renda e vários outros fatores. Por outro lado, como diz o ditado ‘há males que vêm para o bem’. Literalmente, saber aceitar mudanças e sair da nossa zona de conforto faz com que os desafios sejam encarados com mais segurança e habilidade”, acrescenta Rodrigues, casado, pai de três filhas e convidado do Hotelier News de hoje (15) no Três perguntas para.

Três perguntas para: Ricardo Rodrigues

Hotelier News: Como foi adequar os custos mais altos dos protocolos de segurança na operação? O que foi feito para a conta “fechar” sem passar aumento aos consumidores?

Ricardo Rodrigues: Não é fácil navegar enfrentando uma tempestade pandêmica à frente, que trouxe crise econômica, desemprego, ausência de renda e vários outros fatores. Por outro lado, como diz o ditado “há males que vêm para o bem”. Literalmente, saber aceitar mudanças e sair da nossa zona de conforto faz com que os desafios sejam encarados com mais segurança e habilidade. O trabalho e a sinergia das equipes e a parada de quatro meses para o Le Canton foram fundamentais para nos reinventarmos, avaliarmos processos e rotinas, negociação com novos fornecedores, mudança em vários produtos, reduções de contratos, com objetivo de reduzir os custos em vários setores e equilibrar as contas, mesmo com os impactos de novos produtos e serviços, para atendermos aos protocolos de segurança sanitária.

HN: Hoje, diante das mudanças operacionais provocadas pela pandemia, qual o perfil ideal de colaborador? O que o Le Canton busca?

RR: Muito se fala em profissionais com perfis e habilidades desejadas que podem contribuir com o sucesso da organização. Existe também o profissional com características e valores que podem fazer a diferença no ambiente de trabalho. No Le Canton, temos seis importantes valores, dos quais caracterizo três fundamentais para o tema: valorização do colaborador; espírito de equipe; e o sentimento de dono. Todos nós somos protagonistas e podemos contribuir com o resultado final do negócio. As pessoas são a engrenagem que mantém uma corporação funcionando. Buscamos colaboradores engajados, com espírito de equipe e que queiram crescer junto conosco, por isso investimos muito em capacitação e valorização dos mesmos.

HN: Tecnologia na jornada de hospedagem do cliente no hotel: o que o Le Canton tem hoje e que pretende investir? Quais ganhos o resort pretende ter com essas inovações?

RR: Inovação é um dos valores do Le Canton. No entanto, em função da crise, veio a necessidade de nos reinventarmos ainda mais. Além disso, a pandemia digitalizou mais as pessoas de todas as faixas etárias e isso pressionou todos os mercados a se adequarem. Nesse sentido, avançamos com as soluções de check-in e check-out automatizado e com reconhecimento facial em parceria com a Zoox. Nosso parceiro do aplicativo Easy Trip desenvolveu várias ferramentas que fazem com que os clientes possam planejar seu dia a dia e ter tudo na palma da mão, como mapa, menus, informações do hotel, agendamento dos restaurantes, das atividades de lazer e entretenimento, tornando-nos ainda cada vez mais sustentáveis e eliminando papelada. A lição que fica para o pós-crise é o aprendizado do quão fundamental é a tecnologia. Devemos enxerga-la cada vez mais como aliada e como investimento, não como custo. Isso porque são nítidos os benefícios e retorno que trazem, desde aumento de receita até organização e otimização de tempo, tanto do hóspede, quanto da equipe do hotel.

(*) Crédito da foto: Divulgação/Le Canton