Potiguar de 31 anos, Ricardo Urbano gosta de colocar o corpo em movimento quando não está à frente dos negócios da Quarto à Vista. CEO e fundador da plataforma de short-term rental, o executivo pratica esportes como surfe, futevôlei e corrida nas horas vagas.
Com uma playlist variada, Urbano é um eclético de carteirinha. “Escuto, literalmente, de tudo um pouco”, conta em entrevista à reportagem do Hotelier News em sua primeira passagem pelo Três perguntas para.
Urbano cursou Engenharia Civil durante três anos, mas mudou o foco dos estudos para Engenharia de Produção, ambos na UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Nos últimos anos de faculdade, o executivo trancou a matrícula para focar no desenvolvimento da Quarto à Vista.
Três perguntas para: Ricardo Urbano
Hotelier News: O segmento de short-term rental, apesar de mais novo do que a hotelaria, conseguiu se digitalizar com mais rapidez. O que os hotéis podem aprender com os aluguéis de temporada neste sentido?
Ricardo Urbano: Acredito que seja um aprendizado mútuo. As empresas voltadas ao STR, principalmente as que buscam a criação de um modelo escalável, têm como missão desenvolver um produto pautado na tecnologia e mapeamento de processos. Esse pensamento possibilita a saída das linhas convencionais de modus operandi, bem como o alcance de grandes resultados em um espaço de tempo menor.
HN: Grandes plataformas, como o Airbnb, estão investindo constantemente para elevar a personalização dos serviços. Como a Quarto à Vista busca por esse tipo de entrega? Como se diferenciar para além do portfólio de imóveis?
RU: Antes mesmo de lançarmos a Quarto à Vista, mapeamos 100% de onde queríamos chegar. Nossa visão é ser o ecossistema por trás dos principais destinos turísticos do Brasil até 2031. Para alcançar esse objetivo, acreditamos que o poder da personalização da viagem, a experiência propriamente e os serviços atrelados a ela devem estar simplificados e na palma da mão do viajante.
Hoje, por meio de um atendimento personalizado e serviços de concierge, entregamos mais valor aos nossos hóspedes e subimos alguns degraus rumo à nossa missão!
HN: O short-term rental sofreu sanções em alguns importantes destinos globais, como Barcelona e Cidade do México. Como você enxerga essas restrições? E um cenário semelhante pode vir a acontecer no Brasil?
RU: Acredito que a regulamentação e sanções correlatas serão algumas etapas e barreiras constantes que iremos enfrentar na consolidação de nosso setor. Porém, assim como a mudança de mercado gerada por grandes techs, como a Uber e a Amazon, ou até mesmo como o Airbnb, são os preços a serem pagos pelos desbravadores. A inovação e a disrupção geram desconforto nas linhas tradicionais, e, consequentemente, dificuldade no enquadramento tributado e operacional. Porém, a longo prazo, fortalecem qualquer segmento como um todo, pois se adaptam às novas necessidades dos clientes.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Quarto à Vista












