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Três perguntas para - Simone Mariote

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Três perguntas para: Simone Mariote

Por Vinicius Medeiros 17 de novembro de 2020

Atual vice-presidente de Vendas Globais para a América Latina da Preferred Hotels & Resorts, Simone Mariote vem trabalhando bastante, como todo hoteleiro recentemente. Hoje, a executiva atua no desenvolvimento e execução de estratégias de vendas, além de organizar roadshows e gerenciar contas-chave, entre outras atribuições. Só em 2019, a companhia adicionou 23 empreendimentos ao portfólio na região.

Com 25 anos de experiência no setor de viagens, Simone construiu praticamente toda sua carreira na Preferred. Na empresa, já são 18 anos de dedicação: entrou como gerente de Vendas Globais para América do Sul e foi galgando promoções até chegar à posição atual. Antes, trabalhou na Rumbo do Brasil, Decolar e Utell by Pegasus.

Graduada em Direito, abraçou a área de Marketing por meio de um MBA na área na FGV (Fundação Getulio Vargas). Além disso, aí já bem focado na hotelaria, tem uma formação complementar em Hospitality & Tourism Management pela FAU (Florida Atlantic University). Fluente em inglês e espanhol, atualmente estuda francês, mora em São Paulo com marido e dois filhos. É ainda apaixonada por livros, fotos e viagens e tem aproveitado o tempo extra em casa para organizar as fotos da família.

Três perguntas para Simone Mariote

Hotelier News: Em agosto, cerca de 80% do portfólio da Preferred Hotels havia retornado. Como está o cenário agora e quais as perspectivas?

Simone Mariote: Atualmente, 86% dos nossos hotéis estão abertos, sendo que a maioria segue operando com capacidade reduzida devido às legislações locais. Os hotéis de lazer têm registrado excelentes resultados, já os de perfil corporativo têm buscado se reinventar. Entre as iniciativas, criaram pacotes de lazer combinados com gastronomia e spa, lançaram ofertas especiais para o público corporativo, bem como operam pequenos eventos. Somos otimistas em relação à retomada, mas temos os pés no chão. Sabemos que esse período difícil pode se prolongar por mais alguns meses. Nossa expectativa é que em março de 2021 os hotéis já estejam operando com capacidade total, com eventos mais presenciais e menos virtuais e com um corporativo mais ativo.

HN: No auge da pandemia a empresa realizou uma pesquisa sobre as preferências dos clientes para viagem. Hoje, vivemos um cenário em que o turismo de lazer já inicia uma retomada com mais força. Quais são as tendências de viagens para o momento e qual a grande aposta para este fim de ano?

SM: As expectativas para a retomada têm se confirmado. O nacional está em alta e estamos aprendendo a explorar e apreciar as nossas riquezas locais. As praias do México também estão em alta, tanto a região de Cancun e Riviera Maya, quanto Los Cabos. Ambos concentram uma oferta ímpar de resorts de luxo que estão sendo muito bem aproveitados pelos brasileiros, que sabem que podem confiar na hospitalidade e dever de cuidado mexicanos. Uma tendência para o fim de ano e para as férias de janeiro são os nossos países vizinhos, em especial Argentina, Colômbia e Peru. Os três possuem uma oferta bastante diferente da nossa e estão ansiosos por acolher os turistas brasileiros após tantos meses fechados.

HN: Para o início da retomada, a grande preocupação era assegurar protocolos e manter esse diálogo com os clientes garantindo um ambiente seguro. Passada essa conversa, o que mais deve ser priorizado? Qual o tom da comunicação?

SM: A informação e a comunicação devem ser prioridade nesse momento. Devemos insistir nos protocolos, pois se o cliente não se sente seguro, não viaja. Ainda assim, o hóspede precisa saber o que esperar para que não tenha surpresas ruins ao chegar ao destino. Se ele é informado que o hotel está operando com capacidade reduzida e se depara com um restaurante lotado, uma piscina cheia ou ambientes muito fechados, ele poderá se frustrar. Da mesma forma, o hóspede precisa ter a opção de almoçar ou jantar em seu quarto, ou saber que, ao optar por fazer sua refeição no restaurante, terá uma mesa disponível com o devido distanciamento. Ou, se é preciso fazer reserva, que isso seja informado previamente. Da mesma forma é importante que o hóspede saiba o que de fato está aberto ou fechado tanto no hotel, quanto na região em que ele estará hospedado.

(*) Crédito da foto: Arquivo HN