A hotelaria de Salvador registrou taxa média de ocupação de 62,24% em maio, resultado superior ao apurado no mesmo mês de 2025, quando o índice ficou em 59,91%. O desempenho também manteve o ritmo observado em abril deste ano, que encerrou com ocupação de 61,10%, segundo dados da Pesquisa Conjuntural de Desempenho, realizada pela ABIH-BA (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis da Bahia) em parceria com a ABIH Nacional.
Mesmo tradicionalmente considerado um período de baixa estação, maio foi beneficiado por condições climáticas favoráveis, pelo feriado do Dia do Trabalho e pela realização de eventos corporativos e congressos na capital baiana. A proximidade do feriado com o fim de semana contribuiu para concentrar alguns dos melhores resultados do mês.
A diária média alcançou R$ 526,47, valor superior aos R$ 471,76 registrados em maio do ano passado. Na comparação com abril de 2026, porém, houve retração em relação aos R$ 569,70 observados no mês anterior.
Eventos sustentam demanda corporativa
A agenda de eventos e congressos realizada em Salvador, especialmente no Centro de Convenções Salvador, voltou a exercer papel decisivo no desempenho da hotelaria local. Reflexo disso foi a diferença entre a ocupação dos dias úteis e dos fins de semana.
Enquanto a taxa média durante a semana atingiu 65,70%, os finais de semana registraram ocupação de 54,99%, evidenciando o peso da demanda corporativa e dos encontros de negócios na movimentação dos hotéis da cidade.
Apesar da manutenção dos índices de ocupação, o RevPAR ficou em R$ 327,67 em maio, configurando o pior resultado do ano até o momento.
Setor aponta desafios para a hotelaria
Para Wilson Spagnol, presidente da ABIH-BA, o setor atravessa um cenário complexo em 2026, pressionado por fatores externos e mudanças regulatórias que impactam diretamente a competitividade dos meios de hospedagem.
“Temos a Copa do Mundo no Hemisfério Norte, que influencia o fluxo turístico internacional, e mudanças na legislação que nem sempre consideram as particularidades da atividade hoteleira. Trata-se de um segmento intensivo em mão de obra e que opera de forma ininterrupta, 24 horas por dia, sete dias por semana, exigindo regras compatíveis com sua realidade operacional. Além disso, as novas alterações propostas neste ano eleitoral, ampliam ainda mais a competição desleal imposta pelos aluguéis por aplicativo, que não empregam mão de obra e não sofrem a tributação e regulamentação dos meios de hospedagem”, pontua Spagnol.
Os dados que compõem o levantamento são coletados por meio do Portal Cesta Competitiva, plataforma alimentada diariamente pelos hotéis participantes da pesquisa. O sistema gera indicadores que acompanham a evolução da atividade hoteleira em Salvador e servem como referência para o mercado local.
(*) Crédito da foto: Pixabay










