A Ubrafe (União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios) realizou, na quarta-feira (21), uma visita técnica ao Expo Center Norte, em São Paulo, para conhecer iniciativas de sustentabilidade e acessibilidade adotadas pelo complexo. A atividade ocorreu após uma reunião do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade e ESG da entidade e reuniu representantes interessados em discutir práticas aplicáveis à operação de feiras e eventos.
A visita faz parte da agenda do grupo de trabalho, que busca aproximar as discussões sobre sustentabilidade das práticas operacionais da indústria de eventos. A proposta é ampliar a troca de experiências entre empresas, espaços, promotores e fornecedores, além de incentivar a mensuração dos impactos ambientais das atividades.
Trabalho em conjunto
Segundo Paulo Ventura, presidente-executivo da Ubrafe, a adoção de práticas sustentáveis depende da atuação conjunta dos diferentes agentes da cadeia de eventos, incluindo organizadores, recintos e fornecedores. Entre os aspectos que demandam atenção estão a gestão de resíduos, o consumo de energia e o uso da água.
Um dos pontos da programação foi a Epar (Estação de Produção de Água de Reuso), implantada em 2025 em parceria com a General Water. A estrutura funciona 24 horas por dia e tem capacidade de produzir entre 3 milhões e 6 milhões de litros de água por dia. Segundo as informações divulgadas, a expectativa é reduzir em 60% o consumo de água potável e em 95% o volume de esgoto descartado.
A visita também incluiu o Espaço Sensorial, inaugurado em 2025 para oferecer recursos de acessibilidade e inclusão aos visitantes. A iniciativa ficou em segundo lugar na categoria Diversidade do Prêmio Caio 2024. O grupo conheceu ainda a ECO Expo, feira dedicada a soluções e iniciativas relacionadas à sustentabilidade.
Já Filipe Fiuza, coordenador do Grupo de Trabalho de Sustentabilidade e ESG da entidade, destacou a importância de mensurar os impactos ambientais da atividade. Segundo ele, o levantamento de dados sobre consumo de recursos e geração de resíduos é necessário para acompanhar os resultados das iniciativas do setor e consolidar um inventário de impactos socioambientais.
(*) Crédito da foto: Divulgação/Ubrafe













