A Adit Share 2026 foi aberta hoje (6), em Campos do Jordão (SP), reunindo profissionais e empresas do mercado de propriedade compartilhada em um momento de consolidação e amadurecimento do setor no Brasil. O evento acontece no Campos Hall e segue até o dia 8, com debates voltados a tendências, desafios e oportunidades da indústria.
A cerimônia de abertura contou com a presença de representantes da ADIT Brasil, entre eles Martín Diaz, presidente executivo; Alejandro Moreno, vice-presidente de Turismo; Selefe Gomes, superintendente de Turismo; e Gabriel Senna, superintendente executivo.
“A Adit Share é um evento que tem sido um sucesso. Já são 14 edições, e a multipropriedade vive hoje um novo momento. Por isso, é essencial nos reunirmos para compartilhar conhecimento e insights sobre essa indústria”, afirmou Diaz na abertura.

Moreno deu as boas-vindas aos participantes e destacou a evolução do encontro ao longo dos anos. “É um evento em que o público se renova constantemente, o que demonstra o crescimento do setor. O Brasil passou a ter uma relevância muito interessante nesse mercado, com projetos bem-sucedidos”, ressaltou.
Segundo ele, o encontro representa uma oportunidade para discutir os próximos caminhos do setor e as estratégias necessárias para sua evolução. “É um mercado que oferece muitas oportunidades, mas tudo precisa ser executado com planejamento”, completou.
O cenário da propriedade compartilhada
Abrindo a programação, o painel O cenário da propriedade compartilhada: movimentos, tendências e convergências entre os principais mercados | Avaliação de macrotendências, economia, perfil demográfico, comportamento do consumidor, demanda por turismo e como tudo isso influencia o mercado no Brasil discutiu o momento atual do setor.
A conversa foi mediada por Moreno e contou com a participação de Gustavo Viescas, presidente da Wyndham Hotels & Resorts para a América Latina, e Gustavo Rezende, CEO do GR Group.
Ao iniciar o debate, Moreno questionou quais mudanças mais impactaram o segmento. Viescas destacou a evolução da multipropriedade. “No início, era um negócio atrativo, com muitos players, mas pouca estrutura e conhecimento. Com o tempo, o consumidor ficou mais informado, o que impulsionou a evolução da indústria”, avaliou.
Ele acrescentou que, atualmente, o cliente busca experiências, e não apenas a aquisição de um ativo. Nesse contexto, a venda precisa evoluir para oferecer soluções personalizadas e mais atrativas.
Rezende observou que o mercado ganhou estrutura ao longo dos anos, mas ainda há espaço para amadurecimento. Segundo ele, estudos de viabilidade são fundamentais para garantir um crescimento sustentável. “Muitos produtos foram entregues, mas ainda precisamos de um público mais atento ao valor agregado e à experiência, e não apenas à propriedade em si”, afirmou.
Agregando valor ao mercado
Durante o painel, Viescas apontou fatores que contribuem para valorizar novos projetos de multipropriedade. Entre eles, destacou a chancela de marcas internacionais, que aumentam a credibilidade dos empreendimentos.
“Uma grande marca tem poder de distribuição e maior capacidade de gerar credibilidade e rentabilidade, o que é essencial para o sucesso de um projeto”, disse.

Rezende, por sua vez, enfatizou a importância de educar o mercado. “Quando mostramos todas as etapas ao cliente, fica mais fácil desenvolver empreendimentos e destinos”, afirmou.
Ao projetar o futuro, o executivo destacou que novos projetos dependerão cada vez mais de análises detalhadas de viabilidade, considerando o potencial de cada destino e a aderência da proposta.
“É preciso que faça sentido e atinja o público-alvo correto. Os destinos estão mais consolidados e a concorrência aumentou. Por isso, é fundamental planejar com atenção para garantir assertividade”, concluiu.
(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News












