Fechando a programação do primeiro dia da Adit Share 2026, o painel Desenvolvimento de clube de férias: decisões de produto, implantação, construção e operação que determinam o sucesso do projeto reuniu especialistas para discutir os principais fatores que influenciam a estruturação e o desempenho desse modelo de negócio.
Participaram do debate Fabiana Leite, diretora de Desenvolvimento de Negócios da RCI para a América do Sul; Lizete Ribeiro, CEO do Grupo Tauá de Hotéis; Wagner Novoli, diretor-presidente do Jurema Águas Quentes; e João Paulo Mansano, diretor Comercial da New Time Administração e Marketing. Ao longo da conversa, os executivos compartilharam experiências práticas e reflexões sobre os caminhos mais eficientes para desenvolver produtos aderentes às demandas do mercado.
Logo no início do bate-papo, Lizete destacou a importância de buscar referências em mercados mais maduros. Segundo ela, o Grupo Tauá visitou destinos como o México para compreender o funcionamento de modelos já consolidados e, a partir disso, adaptar os aprendizados à realidade brasileira. “A partir disso, nossa principal premissa era de que o membro do clube fosse tratado como vip, com atendimento diferenciado e uma experiência personalizada”, afirmou.

Na mesma linha, Novoli ressaltou que o entendimento aprofundado do perfil do cliente foi determinante para a estruturação do clube de férias do Jurema Águas Quentes. “Foram muitos dias de estudo, muita dedicação na estruturação do projeto, entendendo as particularidades de cada perfil. E, para nós, o timeshare foi o que se encaixou melhor”, explicou. De acordo com ele, esse processo de análise foi essencial para orientar tanto o formato do produto quanto sua proposta de valor.
Qual rumo seguir?
Ao abordar os critérios fundamentais para a criação de um clube de férias, Fabiana Leite enfatizou a necessidade de alinhar, desde o início, dois pontos centrais: o público-alvo e o tipo de produto a ser ofertado. “O clube de benefícios é um produto extremamente flexível, e a base de tudo é saber o que se quer entregar para o cliente, que quer receber um produto de acordo com a expectativa que ele tem. Não existe certo ou errado, o que existe são estratégias assertivas”, destacou.
Complementando o raciocínio, Lizete observou que o setor conta hoje com um volume significativo de informações e benchmarks, o que facilita a tomada de decisão por parte dos empreendimentos. Ainda assim, ela reforçou que, mais do que escolher o modelo ideal, é fundamental consolidar uma cultura organizacional centrada no cliente. Nos hotéis da rede, segundo a executiva, há um esforço contínuo de aculturamento para garantir que cada hóspede seja valorizado. “Trata-se de entender quais demandas ele traz e buscar resolver, para garantir a satisfação. Isso tem um valor inestimável”, concluiu.
Como síntese do painel, ficou evidente que o sucesso de um clube de férias está diretamente ligado à combinação entre estratégia bem definida, conhecimento profundo do público e excelência na execução. Mais do que replicar modelos prontos, os especialistas apontaram que é a capacidade de adaptação, aliada ao foco na experiência do cliente, que sustenta projetos sólidos e competitivos no longo prazo.
(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News












