Após fechar 2025 com a expansão global acelerada, a Choice Hotels International manteve os resultados positivos durante o primeiro trimestre de 2026. No balanço do período, a companhia apresentou receita recorde e avanço nos indicadores operacionais, sustentados pelo crescimento de unidades e manutenção da expansão do pipeline. Segundo publicação da Lodging Magazine, a receita total reportada foi de US$ 340,6 milhões no período, o maior valor já registrado para um primeiro trimestre.
Para Patrick Pacious, presidente e CEO da rede, os resultados vieram em linha com as expectativas e indicam uma mudança nas tendências operacionais. “Estamos impulsionando um crescimento sequencial de quartos líquidos nos Estados Unidos, apoiado por um modelo focado em conversões e um pipeline mais promissor”, afirma.
O executivo destaca ainda a melhora na rentabilidade das unidades franqueadas e a redução da intensidade de capital, fatores que devem sustentar a expansão dos lucros e a geração de valor aos acionistas.
O lucro líquido foi de US$ 20,3 milhões, com lucro por ação diluído de US$ 0,44. Já o EBITDA ajustado somou US$ 125,7 milhões, enquanto o lucro por ação diluído ajustado atingiu US$ 1,07.
Avanço operacional e expansão
Nos EUA, o número líquido de quartos no mundo avançou 1,7% em relação a março de 2025, com destaque para o crescimento de 2,5% em marcas de estadas prolongadas, midscale e upscale.
A abertura de novos quartos no mercado norte-americano aumentou 32% na comparação anual, alcançando o maior nível para um primeiro trimestre desde 2023. Ao mesmo tempo, as saídas diminuíram, atingindo o menor patamar trimestral desde o mesmo ano, o que contribuiu para a expansão líquida sequencial desde o fim de 2025.
Outro destaque foi o avanço de 72% nos contratos de franquia globais concedidos no período. Nos EUA, o pipeline chegou a cerca de 71,5 mil quartos em construção, com crescimento também nas conversões, que subiram 17% na comparação anual.
Desempenho financeiro e RevPar
A receita, desconsiderando custos reembolsáveis, cresceu 3%, totalizando US$ 216,7 milhões. O EBITDA ajustado apresentou leve queda frente ao ano anterior, impactado por efeitos de calendário, enquanto o lucro por ação ajustado recuou, refletindo fatores pontuais e uma alíquota de imposto temporariamente mais alta.
No desempenho operacional, o RevPar nos EUA avançou 1,8% no trimestre, desconsiderando impactos relacionados a furacões no período comparativo. Já o RevPar internacional cresceu 2,6% em moeda constante.
Pipeline reforçado e foco em longstay
Em 31 de março de 2026, o pipeline global da rede superava 77,7 mil quartos, com 97% concentrados em segmentos de estadas prolongadas, midscale e upscale. A empresa considera essa estratégia como a mais rentável no longo prazo.
Os contratos de franquia cresceram 65% nos EUA e 113% nos mercados internacionais. Fora do país, o número líquido de quartos aumentou 13%, com avanço de 59% nas aberturas, elevando a base internacional para cerca de 160,5 mil unidades.
O segmento de estadas prolongadas segue como um dos principais vetores de crescimento, com alta de 11,8% no número de quartos nos EUA e mais de 30,3 mil unidades em desenvolvimento.
Também houve expansão relevante em outras categorias: aberturas de hotéis midscale cresceram 57%, enquanto o segmento de luxo registrou alta de 112% nas inaugurações. O avanço é impulsionado por marcas como Radisson Individuals, Ascend Collection e Radisson.
Liquidez e capital
A empresa encerrou o trimestre com liquidez total de US$ 474 milhões. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, ficou em 3,2 vezes nos últimos doze meses.
No período, houve consumo de US$ 23,2 milhões em caixa nas operações, influenciado principalmente por capital de giro e custos relacionados à expansão do sistema. Por outro lado, a reciclagem de capital gerou US$ 24,6 milhões em receitas, revertendo o cenário de saídas líquidas registrado no ano anterior.
Por fim, a companhia afirma que o desempenho reforça a estratégia de crescer com base em franquias e conversões, ao mesmo tempo em que amplia sua presença em segmentos considerados mais resilientes e rentáveis.
(*) Crédito da foto: Freepik












