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Entre testes, viagens e ajustes: a construção do InCasa Private Residence

Inaugurado em julho de 2025, o InCasa Private Residence Club é a concretização de um passo importante para a estratégia da Aviva de se posicionar no segmento de alto padrão. Com investimentos de R$ 220 milhões, o projeto de timeshare da companhia é fruto de uma ideia que surgiu em 2012 e contou com uma operação minuciosa de ajustes até chegar ao produto final.

Até o momento, 20 das 40 casas foram entregues, além do club house exclusivo para hóspedes do InCasa. O empreendimento faz parte do ciclo de investimentos de R$ 1,2 bilhão da Aviva até 2028 — e 95% dos clientes fazem parte da base fidelizada do grupo.

A estrutura conta com quatro piscinas ao ar livre com cabanas privativas, restaurante exclusivo do empreendimento, spa, sauna, sala de exercícios, horta, empório e copa do bebê, reforçando o conceito de bem-estar aliado à conveniência. A mobilidade interna é feita por carrinhos de golfe e vans, que conectam as residências ao clube e a atrativos próximos, como o Parque das Fontes, que possui piscinas de águas naturalmente aquecidas e funciona 24 horas por dia.

Em entrevista à reportagem do Hotelier News, Alessandro Cunha, CEO da Aviva, explica que o time da companhia buscou inspiração em mercados consolidados, como México e EUA, para desenvolver o projeto do InCasa.

“Realizamos viagens com nosso comitê executivo para olhar o que está acontecendo no mercado. Conforme o setor vai evoluindo, o cliente passa a ter outras necessidades. Ele começa utilizando a estrutura hoteleira e parte para o timeshare. Dificilmente um hóspede já entra em uma casa. Ele vai migrando de produto”, diz Cunha.

Alessandro Cunha
Cunha detalha a concepção do projeto

A concepção do projeto

A partir de pesquisas com a base de 33 mil clientes do clube de férias da Aviva, o InCasa começou a tomar forma. O grupo percebeu que o modelo tinha aderência e volume para acontecer — evoluindo para o que Cunha chama de “topo da pirâmide”. “Começamos a desenvolver o desenho do projeto e, posteriormente, fizemos o lançamento. Existe um ciclo longo de concepção. O projeto arquitetônico foi pensado com muito cuidado e levamos arquitetos para conhecer empreendimentos fora do país”, revela o CEO.

Concebido para representar elementos do cerrado, com vista para a Serra de Caldas, o InCasa só foi possível pelo alto engajamento dos clientes da base da Aviva. De acordo com Cunha, trata-se de um modelo difícil de ser replicado sem o respaldo desse portfólio de consumidores.

Os clientes do InCasa iniciaram, oficialmente, a utilização de suas semanas em janeiro deste ano. Cunha pondera que o volume de vendas ainda é baixo perante o potencial de mercado do produto, mas reconhece que o setor está em fase de reconhecimento do empreendimento.

“É difícil, para os agentes, por exemplo, venderem algo que eles ainda não entenderam o que é. Eles estão conhecendo o produto e o perfil de cliente que se encaixa nele. E o pool hoteleiro depende da decisão do proprietário. Existe uma camada de aprendizado nesse sentido. Para 2026, vamos finalizar as casas que estão em obras e as renovações de Rio Quente”, conclui Cunha.

quarto
Casas possuem 3 tipologias

Os aprendizados da operação

Para colocar o InCasa em operação, atenção aos detalhes e ajustes constantes foram necessários. Segundo Paulo Schneider, diretor de Operações da Aviva, colocar um produto de alto padrão para rodar demanda uma estratégia diferenciada em relação aos hotéis do grupo.

“O InCasa exigiu muitas adaptações operacionais, treinamento de equipes e a contratação de um gerente operacional. Trouxemos um executivo de hospitalidade com experiência internacional de altíssimo luxo. Olhamos para a concorrência, tendências de mercado e como desenhar o conceito”, pontua Schneider.

Antes de entrar em soft opening, o InCasa passou por três episódios de dry run: simulações de hospedagem com os próprios executivos da Aviva. Segundo o diretor, foram realizados testes de três dias de estadia para, posteriormente, o time realizar os ajustes necessários, seja de manutenção, estrutura ou de serviços.

“Temos uma área interna que realiza monitoramentos diários desses parâmetros, como o nosso time de customer experience”, finaliza Schneider.

As casas possuem três tipologias, que variam de 183 metros quadrados (m²) a 298 m², todas com suítes independentes, cozinhas completas, áreas de convivência integradas e jacuzzi.

As propriedades ainda possuem difusores de aromas selecionados previamente, welcome kits com vinho e castanhas e serviço de concierge disponível em tempo integral.

A experiência também passa pela gastronomia. O restaurante Raízes oferece pratos preparados com ingredientes selecionados, enquanto o Celebra Bar garante ambiente intimista para coquetéis e encontros privativos. Já o Solar Bar, junto às piscinas, propõe um cardápio leve para dias ensolarados. No Seleto Empório, os hóspedes encontram desde vinhos e queijos até massas frescas e pães artesanais.

Para quem busca experiências mais exclusivas, o empreendimento disponibiliza serviços no modelo pay-per-use, como o Chef InCasa, em que um profissional prepara refeições personalizadas nas próprias residências. Pets também são bem-vindos, com estrutura adaptada para recebê-los.

(*) Crédito das fotos: Nayara Matteis/Hotelier News

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