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Equipotel debate futuro da IA no setor hoteleiro

Fechando a programação da Arena Hotel Trends 2025, espaço de conteúdo do Hotelier News na Equipotel, foi realizado um painel sobre IA (Inteligência Artificial) e os rumos da integração da hotelaria com a tecnologia.

O debate foi mediado por Vinicius Medeiros, editor-chefe do Hotelier News, e contou com a participação de Beto Sobrinho, gerente de Soluções e Negócios da TOTVS; Miguel Diniz, head de Novos Negócios e Inovação do Grupo Tauá de Hotéis; e Cláudio Cordeiro, cofundador da W Marketing Hoteleiro.

Abrindo a conversa, Medeiros levantou a questão: a IA será prioridade da hotelaria em 2026? Sobrinho respondeu que, no Brasil, a adoção ainda acontece em ritmo mais lento.

“Quando falamos de investimento, dinheiro e tempo, percebemos que as coisas não são fáceis. Quanto à IA, ainda há muito o que se fazer até chegar a um cenário ideal. Existe uma maturação do mercado antes que este recurso se torne uma prioridade”, disse.

Cláudio Cordeiro
“Dados consistentes são fundamentais”, disse Cordeiro

Cordeiro complementou afirmando que a IA não é prioridade no setor neste momento. “Isso porque ainda é preciso ter dados consistentes para atuar de forma efetiva. Enquanto não houver uma base bem formatada, esse recurso pode mais nos atrapalhar do que ajudar”, avaliou.

Já Diniz mostrou-se mais otimista e defendeu que a tecnologia deve ganhar protagonismo em 2026, apesar dos desafios à frente, como a necessidade de mudanças culturais no setor. “No Brasil, segundo dados, 51% dos viajantes usam a ferramenta para planejar a jornada, e isso reflete totalmente na hotelaria”, comentou.

Outros insights

Durante o painel da Equipotel, Cordeiro reforçou que a primeira etapa para integrar a IA é avaliar a necessidade real. “Leve em consideração a sua necessidade e, a partir disso, pense em novas ferramentas”, recomendou.

Sobrinho alertou para o risco de dependência da tecnologia. “Se hoje, com uma base de dados ainda não tão forte, já percebemos certa ‘preguiça’, então não é difícil imaginar o que pode vir daqui 10 anos, por exemplo”, provocou.

Na visão de Cordeiro, entretanto, o protagonismo humano continuará indispensável. “Os bancos de dados são os mesmos para todos. Então vai depender da forma como o hotel treina aquela ferramenta, e isso passa diretamente pelo fator humano”, destacou.

Perspectivas

Na parte final do debate na Equipotel, os especialistas compartilharam projeções sobre a integração da IA em 2026. Diniz ressaltou que, no Grupo Tauá, o recurso já é amplamente utilizado e, em vendas, a adoção de uma agente virtual trouxe aumento significativo no volume.

Ele ponderou, no entanto, que o fator humano seguirá como diferencial da experiência. O raciocínio foi reforçado por Cordeiro, ao lembrar que toda inovação depende do olhar de pessoas para gerar transformações relevantes.

“Trata-se de achar o meio-termo, principalmente. E acredito que a hotelaria vai seguir assim, buscando esse equilíbrio entre a tecnologia e o fator humano para elevar a experiência”, concluiu Sobrinho.

(*) Crédito das fotos: Lucas Barbosa/Hotelier News

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