A ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de São Paulo) divulgou a 69ª edição da Pesquisa de Desempenho da Hotelaria Paulista, apontando avanço dos principais indicadores em março de 2026 na comparação com o mês anterior. A taxa de ocupação cresceu 12,36%, alcançando 60,01%; a diária média teve alta de 0,99%, chegando a R$ 539,44; e o RevPar avançou 13,47%, atingindo R$ 323,72. O resultado segue o comportamento esperado para o período, marcado pela retomada da demanda corporativa e pelo arrefecimento do lazer.
Em relação a março de 2025, o cenário é de desempenho misto. A taxa de ocupação foi o único indicador a recuar, com queda próxima de 1%. Já a diária média subiu 7,67% e o RevPar avançou 6,55%, alcançando o segundo maior patamar da série histórica. O movimento reflete a recuperação do segmento corporativo, enquanto o lazer manteve desempenho considerado satisfatório.
Os dados indicam uma recomposição do mix de demanda, com o corporativo ganhando protagonismo e sustentando o crescimento das tarifas, mesmo diante de uma leve retração na ocupação na comparação anual. A alta mais intensa do RevPar frente à diária média na análise mensal sugere ganho de eficiência na comercialização dos quartos, enquanto, no recorte anual, o avanço das tarifas foi determinante para manter a rentabilidade em patamar elevado.
O conjunto dos indicadores aponta para um mercado mais equilibrado, com maior disciplina tarifária e recuperação gradual das margens operacionais. No recorte por categoria, os números detalham tanto a participação na amostra quanto o desempenho de cada segmento. Os hotéis econômicos representam 46,74% das respostas e registraram ocupação de 60,24%, diária média de R$ 373,62 e RevPar de R$ 225,07. O segmento midscale, com 47,83% da amostra, apresentou ocupação de 60,58%, diária média de R$ 592,54 e RevPar de R$ 358,96. Já os hotéis upscale, que correspondem a 5,43%, tiveram ocupação de 57,23%, porém com diária média superior a R$ 1 mil e RevPar de R$ 620,89.

Outros dados
A relação entre despesas e receita recuou 6,43% em comparação com fevereiro de 2026, com média de 66,28% nos últimos 12 meses. Na comparação com março de 2025, houve aumento de 7,68%. Já a relação entre funcionários e unidades habitacionais permaneceu estável em 0,58 frente a fevereiro, mantendo tendência de crescimento, embora ainda abaixo do patamar observado no início da série.

A entidade também ressalta desafios estruturais, como a dificuldade de contratação de mão de obra qualificada. Ao mesmo tempo, aponta que mudanças legislativas podem contribuir para tornar o setor mais atrativo.
(*) Crédito da foto: Divulgação
(**) Crédito dos infográficos: Divulgação/ABIH-SP














